Iga Swiatek, a figura proeminente do ténis feminino, está a atravessar uma fase turbulenta na sua carreira, e as críticas não param de surgir, especialmente de uma voz inesperada — o seu antigo treinador de infância, Artur Szostaczko. A tensão dentro da sua equipa, particularmente em relação à psicóloga Daria Abramowicz, está a ser alvo de um escrutínio intenso, com Szostaczko a afirmar que ela está a prejudicar o desempenho da atleta.
Após um início de temporada de 2026 morno, onde Swiatek não conseguiu alcançar as semifinais em nenhum dos torneios de grande destaque, incluindo o Australian Open e o BNP Paribas Open, a pressão aumentou. O golpe mais duro veio com a sua eliminação precoce no Miami Open, onde foi surpreendida por Magda Linette na ronda inaugural. Este cenário levou à saída de Wim Fissette, o treinador que a guiou na conquista do seu primeiro título em Wimbledon.
Em declarações explosivas à Interia Sport, Szostaczko não poupou críticas, afirmando que a relação de Swiatek com a psicóloga está a criar uma dependência prejudicial. “Eu conheço muitos treinadores e pessoas do mundo do ténis. Ninguém trabalhou com uma psicóloga como Iga. É claro que uma psicóloga pode ajudar, mas é preciso ter moderação. Na relação entre psicólogo e atleta, geralmente há algum tipo de emaranhado e dependência. E o psicólogo tem a vantagem nessa situação. É possível que isso esteja a acontecer com Iga, que talvez não conheça outra realidade”, disse Szostaczko.
Além disso, o antigo treinador levantou questões sobre a influência do pai de Swiatek, insinuando que a sua presença pode estar a adicionar pressão desnecessária à atleta. “Não gostaria de ver uma jogadora que conquistou seis títulos e foi número um a pedir desculpa por perder. É uma tragédia vê-la chorando diante das câmaras. Tem apenas 12 anos? A quem está ela a pedir desculpa e porquê?”, questionou Szostaczko, mostrando a sua preocupação com a forma como a pressão externa está a afetar a jovem tenista.
Desde os seus primeiros anos sob a orientação de Szostaczko, Swiatek sempre mostrou potencial. No entanto, a sua carreira tem estado marcada por altos e baixos. Após a sua saída de Fissette, a questão que todos se colocam é: conseguirá Iga superar este momento conturbado e voltar a brilhar nas quadras?
A queda no ranking da WTA, onde Swiatek caiu para o quarto lugar, com Coco Gauff a ultrapassá-la como nova número três, é um reflexo claro das suas atuais dificuldades. Os fãs e críticos aguardam ansiosos por um retorno à forma que a levou ao auge do ténis mundial. O futuro de Iga Swiatek está em jogo, e as vozes em torno dela estão a tornar-se cada vez mais ensurdecedoras. Resta saber se a atleta conseguirá silenciá-las e reencontrar o seu caminho para o sucesso.
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