Iga Swiatek, a estrela do ténis polaco, está a enfrentar um período conturbado em sua carreira, e as críticas surgem de forma inesperada. Desde a sua última vitória em Seul, em setembro, a jovem prodígio não conseguiu avançar além dos quartos de final em torneios significativos. As suas atuações recentes, incluindo uma eliminação precoce nos Australian Open, às mãos de Elena Rybakina, e uma derrota no WTA 1000 de Doha contra Maria Sakkari, levantaram preocupações entre os fãs e especialistas.
Neste clima de tensão, Artur Szostaczko, o primeiro treinador de Swiatek e quem descobriu o seu talento, lançou críticas incisivas sobre a dependência da atleta em relação à sua psicóloga, Daria Abramowicz. “Não conheço nenhuma tennista que passe dia e noite com uma psicóloga. Estão juntas em férias, em torneios, até a ver filmes. Iga depende muito dela. Se isso funciona para Swiatek, tudo bem, mas é surpreendente”, declarou Szostaczko durante um podcast polaco, o Trzeci Serwis.
O debate não se ficou por aqui. Lechem Sidorem, o apresentador do podcast, acrescentou que nas partidas em Melbourne e em Doha, não ficou claro que Daria Abramowicz estava a oferecer o suporte necessário para acalmar a tenista. “Iga está muito nervosa; não possui um mecanismo de comunicação, como a linguagem dos sinais. A percepção pública sobre essa relação está a mudar”, afirmou Sidorem, insinuando que a conexão entre Swiatek e Abramowicz poderia não estar a dar os frutos esperados.
Essas declarações não caíram bem na equipe de trabalho da jogadora. O pai de Swiatek, Tomasz, não hesitou em defender a filha, atacando os críticos nas redes sociais: “O que vocês dois conseguiram? Quase nada, ocupem-se das vossas vidas. Não têm ideia do que estão a falar!”, disse, manifestando o seu descontentamento e defendendo a união entre a filha e sua psicóloga.
Os holofotes agora estão virados para Iga Swiatek, que, apesar de ser a atual número dois do mundo e uma ex-número um, enfrenta uma fase crítica na sua carreira. Com seis títulos de Grand Slam no currículo, a polaca tem a pressão de manter o seu status e a confiança dos seus apoiantes, enquanto navega por críticas que podem abalar a sua estabilidade emocional e competitiva. O futuro da campeã está em jogo, e todos aguardam ansiosamente as suas próximas jogadas.
