Domingo, Fevereiro 15, 2026

Naomi Osaka e Madison Keys geram preocupação com mais desistências em torneios

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A onda de desistências está a afetar o circuito feminino de ténis, e os sinais de alerta estão a soar alto após as retiradas de Naomi Osaka e Madison Keys do Dubai Open. Este cenário inquietante, já visível no WTA 1000 em Doha, levanta questões sobre a saúde e a preparação das jogadoras, enquanto o torneio se aproxima com um campo de competidoras que, embora ainda forte, começa a perder estrelas.

A ausência de Naomi Osaka e Madison Keys no Dubai Open, programado para a próxima semana, não é apenas uma má notícia para os fãs, mas uma indicação preocupante do estado físico das tenistas. Apesar de nove das dez melhores jogadoras do ranking WTA ainda estarem na competição, a retirada de figuras tão proeminentes como Osaka, uma quatro vezes campeã de Grand Slam, e Keys, apenas reforça a incerteza que paira sobre o evento.

Osaka, que foi vista pela última vez durante o Australian Open, onde chegou à terceira ronda após uma vitória difícil sobre Sorana Cirstea, não compete desde então. A sua desistência da terceira ronda, devido a uma lesão abdominal recorrente, deixou muitos a questionar a sua condição física e a capacidade de voltar ao ritmo competitivo. “A minha saúde é a prioridade, e ainda estou a recuperar”, afirmou Osaka, que agora planeia participar nos torneios de Indian Wells e Miami em março. Contudo, a sua falta de competição suscita dúvidas sobre a sua preparação para o Sunshine Double.

Madison Keys, que também anunciou a sua desistência, não é estranha ao drama das lesões. Após não conseguir defender o seu título no Australian Open e perder-se em Doha, a jogadora americana optou por retirar-se novamente, uma decisão que parece alinhar-se com o seu padrão de programação recente. “É frustrante não estar em forma para competir”, comentou Keys, que não participa em torneios no Médio Oriente desde 2023.

As retiradas não param por aqui. Jogadoras como Eva Lys, Loïs Boisson e Veronika Kudermetova também se juntaram à lista de ausências. A situação é ainda mais grave com a confirmação de que Marketa Vondrousova, campeã de Wimbledon em 2023, não estará presente devido a uma lesão no ombro, o que representa a sua terceira ausência consecutiva em eventos importantes.

Além disso, McCartney Kessler e Wang Xinyu também se retiraram do Dubai Masters, com Kessler lidando com uma lesão nas costas que já afetou a sua participação em Doha. Por outro lado, Wang, que começou o ano de forma promissora, viu a sua campanha em Doha terminar prematuramente, o que levanta questões sobre a sua forma e motivação.

As desistências de estrelas como a número um do mundo, Aryna Sabalenka, e a semifinalista do Australian Open, Jessica Pegula, apenas acentuam as preocupações sobre a carga de trabalho e a recuperação das jogadoras. Sabalenka, que ainda está a recuperar emocionalmente de uma dura derrota em Melbourne, e Pegula, que optou por descansar antes de voltar à competição, refletem uma tendência crescente para priorizar a saúde em detrimento da competição.

Com o Dubai Open à porta, a incerteza sobre quem estará a competir continua a aumentar. Esta nova realidade no circuito WTA não só coloca em risco a integridade das competições, mas também desafia a resiliência das jogadoras, que lutam para voltar ao topo em um ambiente cada vez mais exigente. Enquanto os fãs aguardam ansiosamente, o que acontecerá a seguir no desporto feminino é uma incógnita.

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