Qinwen Zheng, uma estrela em ascensão no mundo do ténis, voltou a estar em destaque com uma impressionante recuperação no Miami Open, onde superou Madison Keys por 4-6, 6-2, 6-4 para avançar para os oitavos de final. Esta vitória representa um marco importante no seu regresso à forma após uma cirurgia ao cotovelo, demonstrando a sua resiliência e determinação. À medida que se prepara para um aguardado confronto com Aryna Sabalenka, Zheng está também a gerir novas dinâmicas na sua equipa técnica, que agora inclui o antigo jogador Marcos Baghdatis.
Numa conferência de imprensa após o encontro, Zheng foi direta ao abordar a sua estrutura técnica, em particular a integração de Baghdatis. “Sempre quis adicionar um segundo treinador. Acredito mesmo que o Pere Riba também me ajuda muito. Trabalhamos juntos há cinco anos”, afirmou, mostrando confiança no seu treinador de longa data, ao mesmo tempo que expressa otimismo em relação à nova parceria. Sobre Baghdatis, acrescentou: “O Marcos é novo. Juntou-se a mim em Indian Wells. Espero mesmo que possamos trabalhar bem juntos. Mas ainda estamos num período de teste. Quero continuar focada nos meus jogos e seguir para a próxima ronda.” Isto demonstra que, apesar do entusiasmo com a nova colaboração, Zheng ainda está a avaliar a melhor forma de integrar o novo treinador.
Ao refletir sobre o seu regresso à competição, Zheng partilhou sentimentos sinceros: “Acho que é bom competir com todas as jogadoras… O meu corpo gosta de pressão. Durante estes seis meses sem pressão, senti que a minha vida era muito aborrecida, honestamente muito aborrecida sem ténis.” Este comentário evidencia a intensidade da sua paixão pelo desporto e o seu desejo de competir ao mais alto nível.
As alterações na sua equipa técnica têm gerado especulação no mundo do ténis. Inicialmente, Zheng integrou Baghdatis na sua equipa durante o BNP Paribas Open, uma decisão estratégica que chamou a atenção. Baghdatis, antigo jogador de topo e finalista do Open da Austrália, traz consigo experiência e conhecimento, que Zheng espera aproveitar para evoluir ainda mais o seu jogo. “Espero que ele me traga algo diferente e me ajude a melhorar ainda mais o meu ténis”, afirmou numa entrevista anterior.
Entretanto, surgiram rumores sobre a sua relação com Riba, criando dúvidas sobre a estrutura da sua equipa técnica. Zheng esclareceu rapidamente: “Sei que houve muitas perguntas sobre a minha equipa técnica, por isso deixem-me esclarecer novamente. Não terminei a minha colaboração com o Riba. De facto, não terminei. Ele está apenas temporariamente afastado da equipa para um período de descanso.” Esta declaração tranquilizou os fãs, confirmando que Riba continua a ser uma peça fundamental no seu desenvolvimento, embora temporariamente ausente.
Agora, com Riba de regresso à sua equipa no Miami Open, Zheng estabilizou a sua estrutura técnica. Explicou ainda a divisão atual de funções: “Quanto à divisão de papéis, por agora é principalmente o Baghdatis a liderar o treino porque começou a trabalhar comigo primeiro em Indian Wells. No futuro poderá haver ajustes, ainda não sabemos. Mas, até agora, estou a gostar muito de trabalhar com ambos.” Esta abordagem colaborativa poderá ser decisiva enquanto se prepara para enfrentar Sabalenka num encontro que promete ser intenso.
Quando entrar em campo frente a Sabalenka, será o nono confronto entre ambas, com Zheng à procura da sua segunda vitória nos últimos três encontros. Sabalenka, que vem de uma vitória convincente frente a Caty McNally, apresenta-se em grande forma, tendo dominado a fase final do seu jogo com uma série de dez jogos ganhos em doze.
O percurso de Zheng tem sido marcado por altos e baixos, incluindo dificuldades na temporada de terra batida de 2023, que levaram a uma reavaliação da sua equipa técnica. Após uma breve parceria com Wim Fissette, que saiu para treinar Naomi Osaka, Zheng procurou novamente estabilidade. O reencontro com Riba no final de 2023 revelou-se decisivo, culminando numa excelente temporada de 2024, onde alcançou a final do Open da Austrália e conquistou a medalha de ouro em singulares nos Jogos Olímpicos.
Com Riba e Baghdatis ao seu lado, a preparação de Zheng para o Miami Open parece sólida. O confronto com Sabalenka será um verdadeiro teste não só às suas capacidades, mas também à eficácia da sua renovada equipa técnica. Conseguirá Zheng aproveitar o momento e avançar neste prestigiado torneio Masters 1000? Só o tempo o dirá, mas uma coisa é certa: a pressão está presente, e Zheng está pronta para responder.
