Em fevereiro de 2026, Rafael Nadal, uma das lendas do ténis mundial, fez uma análise profunda e ponderada sobre o estado atual do desporto, focando-se em figuras proeminentes como Carlos Alcaraz e Novak Djokovic. Após a sua retirada ao fim da temporada de 2024, Nadal, agora com uma nova perspetiva, partilhou reflexões sobre a evolução do ténis masculino e as comparações entre gerações, destacando a importância de cada jogador na sua própria trajetória.
“O Alcaraz não é uma promessa, ele já conquistou sete Grand Slams,” afirmou o icónico jogador espanhol, reforçando a ideia de que o jovem tenista já é uma figura estabelecida no desporto. Para Nadal, Alcaraz não é apenas um talento emergente, mas sim um verdadeiro ícone que se junta aos grandes da história do ténis. “Se olharmos para os grandes jogadores históricos, não há muitos que tenham vencido sete majors,” acrescentou, solidificando a posição de Alcaraz como uma lenda viva do ténis.
Nadal, que assistiu à final do Australian Open onde Alcaraz se enfrentou a Djokovic, descreveu o embate como um espetáculo de alto nível, onde a diferença de idades se fez notar, mas onde ambos os jogadores mostraram o seu melhor. “Foi uma partida muito disputada e gostei imenso de ver a final,” disse o antigo número um do mundo, sublinhando a intensidade e a competitividade do encontro que terminou com a vitória do jovem.
Em relação à rivalidade entre Alcaraz e Djokovic, Nadal foi cauteloso ao evitar comparações diretas. “Comparar Alcaraz ao atual Djokovic é como comparar o Messi de hoje com o que jogou no Barcelona. Cada um está em momentos diferentes das suas carreiras,” explicou. Para Nadal, a grandeza de um jogador não pode ser medida apenas em momentos isolados, mas sim pela totalidade da sua trajetória.
Ao abordar a questão da longevidade e da transição entre gerações, Nadal expressou um otimismo cauteloso. “Devemos estar felizes por termos Djokovic, que continua a estar entre os melhores, e por termos Alcaraz, que está a levar o ténis a um nível incrível.” A sua experiência, que abrange rivalidades com Djokovic e Roger Federer, moldou a história do ténis masculino nas últimas duas décadas.
Nadal também comentou sobre a sua própria aposentadoria, que descreveu como um processo natural. “O meu capítulo terminou da maneira que precisava de terminar,” afirmou, revelando que, desde que saiu da competição, tem mantido uma presença no desporto sem intenções de regressar ao circuito profissional. “Estendi a minha carreira mais do que alguma vez imaginei e agora estou completamente feliz a assistir ao sucesso dos meus colegas.”
Sobre a busca contínua de Djokovic por recordes, incluindo a possibilidade de um 25.º título de Grand Slam, Nadal foi claro: “Não acho que isso mude algo no ténis se Djokovic vencer o seu 25.º Grand Slam. Não é bom nem mau para o desporto.” Ele vê a longevidade de Djokovic não como um acaso, mas como o resultado de um desempenho sustentado. “Djokovic deixou uma carreira impressionante e ainda está aqui porque ainda pode estar.”
Por fim, as declarações de Nadal oferecem uma visão estruturada sobre a continuidade no ténis masculino. Em vez de ver o presente como uma ruptura com o passado, ele o enquadra como uma sobreposição de excelência estabelecida e nova dominância, destacando que as carreiras dos jogadores serão, em última análise, avaliadas em conjunto, em vez de comparações diretas.
