Sexta-feira, Fevereiro 20, 2026

Talia Gibson em apuros após enxame de abelhas interromper jogo

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Foi uma cena digna de um filme de comédia, mas aconteceu na realidade: uma partida de ténis em Bengaluru foi abruptamente interrompida por uma invasão de abelhas, obrigando a jovem australiana Talia Gibson a correr para a segurança. O confronto nas oitavas de final do W100 Bengaluru entre Gibson e a indiana Sahaja Yamalapalli parecia estar a começar de forma normal, mas um minuto após o início, o inesperado aconteceu. O que deveria ser um duelo de destreza nas quadras transformou-se numa fuga apressada, com a bola a ser colocada em segundo plano pela natureza.

Enquanto um rapaz de bola apontava para o lado da quadra, as duas jogadoras congelaram em estado de choque. Em uma fração de segundo, Gibson virou-se e disparou em direção à saída, enquanto Yamalapalli apanhava a toalha e corria atrás dela, seguindo pelo lado da rede. Até o juiz de cadeira abandonou rapidamente o seu posto, interrompendo o jogo. O motivo para tal agitação? Um enxame de abelhas tinha invadido o recinto, transformando o S. M. Krishna Tennis Stadium, localizado no coração do Cubbon Park, num território selvagem.

Após verificar que a quadra estava segura, os jogadores voltaram, mas a dinâmica do jogo já estava alterada. Porém, a determinação de Gibson não se abalou. Assim que a partida foi retomada, a número um do torneio mostrou sua força, encerrando o confronto com um impressionante 6-0, 6-0 em menos de uma hora. Um resultado muito mais calmo do que o caos que precedeu a partida. Curiosamente, momentos como este não são novos no mundo do ténis.

Um incidente semelhante ocorreu no Indian Wells Open de 2024, quando os tenistas Carlos Alcaraz e Alexander Zverev também foram forçados a abandonar a quadra devido a um enxame de abelhas. Alcaraz confessou que teve um leve medo, mas seguiu em frente e conquistou o título. Em Bengaluru, Gibson seguiu um roteiro parecido: primeiro, a fuga; depois, a dominância.

Para um desporto que exige precisão e controle, o ténis por vezes depara-se com adversários inesperados. Mas, além do momento bizarro, é impossível não notar a ascensão meteórica de Talia Gibson, uma atleta que promete ser uma grande estrela no futuro próximo.

A incrível ascensão de Talia Gibson é um testemunho de perseverança e talento. Com apenas 21 anos, ela começa a deixar a sua marca no circuito. O seu verdadeiro destaque aconteceu no Australian Open, onde surpreendeu ao eliminar a número 94 do mundo, Zeynep Sonmez, assegurando a sua primeira vitória em um Grand Slam. Embora tenha sido eliminada na segunda ronda por Paula Badosa, a mensagem estava clara: Gibson estava a fazer-se notar.

Um ano depois, a jovem australiana voltou ainda mais forte, derrotando Anna Blinkova com um arrasador 6-1, 6-3 na ronda de abertura, recebendo elogios unânimes da crítica. “Não se poderia jogar melhor do que isto… Talia Gibson anunciou-se, não é?” exclamou Louise Fleming. Embora tenha perdido para Diana Shnaider numa batalha de três sets na segunda ronda, o que realmente importava era o reconhecimento de que Gibson pertencia ao grande palco.

O seu percurso começou nas categorias de base, onde já mostrava potencial, fazendo percursos promissores em torneios nacionais e finais de pares. A pandemia de 2020 poderia ter sido um obstáculo, mas ela decidiu usar esse tempo para se fortalecer. Treinou dentro de casa, priorizou os estudos e criou rotinas de fitness durante os confinamentos, preparando-se para o retorno do ténis. Assim que as competições recomeçaram, ela conquistou a sua primeira vitória no Pro Tour contra uma adversária de ranking superior.

Desde então, a sua trajetória tem sido meteórica: em 2022, conquistou os seus primeiros títulos ITF; em 2023, apareceu em torneios de nível superior e teve uma entrada de wild card para um Slam; e em 2024, quebrou o Top 200 e, em setembro, alcançou o Top 150. Em 2025, além de suas façanhas em Melbourne, esteve na primeira ronda de Wimbledon e do US Open.

Atualmente, Talia Gibson já conquistou 10 títulos ITF em singulares e 9 em pares. Passo a passo, ela transformou-se de promessa a contendora. Anos atrás, ela expressou o desejo de erguer o troféu do Australian Open em uma década. Hoje, essa ambição não parece tão distante; parece uma meta já agendada. Não é uma explosão repentina, mas sim a construção de uma carreira sólida: resistência nas categorias de base, disciplina durante a pandemia, sucesso no ITF e competitividade em Slams.

Se a sua trajetória continuar, a pergunta pode muito em breve mudar de “quem é Talia Gibson?” para “quem poderá pará-la?”.

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