Roy Keane, uma das figuras mais emblemáticas da história do Manchester United, não tem papas na língua quando se trata de criticar a gestão do clube. Recentemente, em declarações impactantes à ‘Sky Sports’, o ex-médio expressou a sua indignação sobre a presença de antigos dirigentes, como Alex Ferguson e David Gill, que continuam a influenciar os rumos da equipa. Keane não se coibiu de fazer comparações contundentes, descrevendo-os como “maus cheiros” que pairam sobre o clube, levantando questões sobre a eficácia das decisões que têm sido tomadas.
“Que tipo de magia acontece nas entrevistas de emprego? Estou intrigado. Por que é que continuam a dar cargos a certas pessoas? Um ano ou um ano e meio depois, voltam-se a perguntar ‘este não é o nosso homem’. Não conseguem perceber nada durante as conversas? Olhando nos olhos? É claro quem está a tomar decisões no Manchester United”, disparou Keane, com a franqueza que o caracteriza. O comentador de 54 anos foi direto ao ponto ao questionar a competência de Jim Ratcliffe e Jason Wilcox, insinuando que eles não têm a visão necessária para escolher o futuro treinador da equipa.
Keane foi ainda mais incisivo ao abordar a importância do relacionamento entre o novo treinador e os jogadores. “Quando um novo treinador entra no balneário, os jogadores-chave perguntam ‘então, o que tens para nós?’. Se não tiverem respostas, os jogadores comem-te vivo”, alertou, enfatizando a necessidade de um líder que saiba comunicar e inspirar a sua equipa.
Mas a conversa não se ficou por aqui. Roy Keane aproveitou para revelar o nome do treinador que gostaria de ver à frente do Manchester United, e a escolha é surpreendente: Eddie Howe, atual técnico do Newcastle. “Eu escolhia o Eddie Howe. Gosto dele. Gosto do que fez, da maneira como orienta a equipa. Já fez muitos jogos e, quando as suas equipas estão num bom dia, jogam bom futebol. Sei que não é um treinador do agrado de toda a gente, tem os seus críticos. Mas gosto do que fez no Newcastle e no Bournemouth, já orientou 700 ou 800 jogos. E ainda é jovem. Gosto da calma que transmite. E o Man. United precisa disso”, concluiu.
As declarações de Keane não só refletem a sua paixão pelo Manchester United, mas também a sua preocupação com a direção em que o clube está a seguir. A crítica contundente à gestão atual e a escolha de Howe como uma possível solução revelam um apelo por renovação e eficácia que muitos adeptos partilham. Com o futuro do clube em jogo, o que acontecerá a seguir? A pressão aumenta e as vozes de ex-jogadores como Keane são cada vez mais necessárias nesta fase tumultuosa do Manchester United.
