Terça-feira, Janeiro 27, 2026

Benfica perde recurso e multa por críticas a Fábio Veríssimo mantém-se

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O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) tomou uma decisão que promete agitar ainda mais as águas do futebol português, ao rejeitar o recurso do Sport Lisboa e Benfica contra a multa de 1.836 euros imposta pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Esta sanção surgiu na sequência de críticas duras dirigidas ao árbitro Fábio Veríssimo, publicadas na conta oficial do clube na rede social X, apenas dois dias antes do esperado embate na Supertaça Cândido Oliveira, onde o Benfica enfrentou o eterno rival Sporting no Estádio do Algarve.

As declarações do Benfica, que acusaram Veríssimo de ter cometido “erros célebres” que beneficiaram o Sporting em jogos anteriores, e de ignorar um “penálti evidente” a favor do clube da Luz, foram o cerne da controvérsia. O clube argumentou no seu recurso que as suas observações eram uma legítima expressão de liberdade, sustentadas por dados concretos, como as estatísticas de jogos apitados por Veríssimo, que mostram uma disparidade na sua atuação: seis jogos para o Sporting e apenas dois para o Benfica na época 2024/25. Além disso, o clube citou críticas publicadas em meios de comunicação respeitáveis, como A BOLA, Record e O Jogo, que corroboravam a sua posição.

Contudo, o colégio arbitral do TAD, por maioria, decidiu manter o acórdão da FPF, argumentando que as críticas feitas pelo Benfica não se enquadravam na proteção da honra pessoal, mas sim na criação de um ilícito que visa proteger a independência da arbitragem. O TAD fez uma distinção clara entre os artigos 75.º e 77.º do Regulamento Disciplinar da FPF, esclarecendo que o primeiro não tutela a honra pessoal, mas visa prevenir pressões e suspeições que possam influenciar decisões dos árbitros, mesmo que de forma inconsciente. Portanto, a base factual das críticas ou a falta de um dano concreto foram consideradas irrelevantes na decisão.

Além da multa, o Benfica terá também de arcar com custos adicionais de 4.150 euros, o que agrava ainda mais a situação financeira do clube num momento já delicado. Com esta decisão, a tensão entre o Benfica e a arbitragem promete continuar, e a reação dos adeptos e dirigentes do clube será, sem dúvida, um ponto de atenção nos próximos dias.

O desporto nacional está em constante ebulição, e este episódio sublinha a necessidade de discutir a integridade do futebol português, a atuação dos árbitros e a liberdade de expressão dos clubes. Será que o Benfica encontrará novas formas de contestar decisões que considera injustas, ou este episódio servirá como um alerta para outros clubes que desejam expressar a sua opinião? O tempo dirá, mas uma coisa é certa: a polémica está longe de terminar.

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