Sábado, Fevereiro 21, 2026

Farioli analisa Prestianni, Rio Ave e a falta de golos na equipa

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O Rio Ave encontra-se numa fase complicada e, em vésperas de um importante embate contra o Moreirense, o treinador Francesco Farioli partilhou as suas reflexões sobre a situação atual do clube e o que espera do próximo desafio. As palavras de Farioli revelam uma mistura de pragmatismo e otimismo, características essenciais para lidar com a pressão que a equipa enfrenta.

Farioli começou por abordar o desempenho da sua equipa, afirmando que, apesar das dificuldades, o foco deve ser o próprio jogo e não o estado do adversário. “Já tivemos uma má experiência com o Casa Pia, que também não estava num bom momento e depois conseguiram ter uma excelente exibição. Por isso, creio que isso não deve ser, definitivamente, o nosso foco. Temos de nos focar em nós, na forma como temos de abordar o jogo, com a máxima intensidade possível,” disse o técnico. Essa abordagem estratégica é fundamental, especialmente considerando que o passado não conta e que cada jogo é uma nova oportunidade.

O treinador mostrou-se consciente das mudanças táticas que o Moreirense pode implementar, referindo a possibilidade de uma alteração na sua linha defensiva, que pode impactar significativamente o jogo. “Já o fizeram no jogo contra o Moreirense: de uma defesa de três passaram para uma defesa de quatro,” explicou Farioli. Essa flexibilidade tática requer que a sua equipa esteja igualmente preparada para se adaptar e responder de forma eficaz.

Além do foco no futebol, Farioli também partilhou a sua recente experiência ao assistir a um clássico de hóquei em patins, um desporto que, segundo ele, partilha algumas semelhanças táticas com o futsal. “Ver ao vivo é completamente diferente. A intensidade, os contatos e algumas questões táticas interessantes… Foi, sem dúvida, uma excelente experiência,” destacou, enfatizando a importância de aprender de outras modalidades para enriquecer a sua abordagem como treinador.

A discussão, inevitavelmente, deslizou para a fragilidade do Rio Ave em comparação com o FC Porto, um adversário de peso. Farioli, no entanto, deixou claro que não subestimará o oponente. “Num jogo isolado, não é a camisola que ganha o jogo. Vou dizer o óbvio, mas o jogo começa 0-0. Enfrentamos uma equipa que, com certeza, se preparou da melhor forma para vir jogar aqui,” afirmou, reiterando que a determinação e a vontade de vencer são cruciais para o sucesso.

Por último, o treinador abordou a controvérsia em torno do caso Prestianni, que gerou uma onda de comentários e análises. “Definitivamente, não estou aqui para dar uma lição ou uma aula magistral sobre o assunto,” disse ele, antes de sublinhar a sua vasta experiência internacional que lhe permite ter uma perspetiva única sobre a situação. Farioli parece estar ciente de que este caso pode ter repercussões significativas no futebol português.

Neste contexto, o Rio Ave terá de encontrar dentro de si a força e a resiliência necessárias para superar um momento difícil e mostrar que, mesmo diante de adversidades, a vontade de lutar e a capacidade de adaptação podem levar a resultados positivos. Com Farioli ao leme, a esperança de que a equipa volte aos trilhos é palpável.

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