Num duelo eletrizante que prendeu a atenção dos adeptos até ao último segundo, Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, não escondeu a euforia pelo desempenho da sua equipa diante do poderoso FC Porto. Num jogo que ficou marcado pelo golo de empate nos descontos, Oliveira enalteceu a entrega e a qualidade dos seus jogadores, destacando uma exibição que classificou de “lindo jogo de futebol”.
Após um confronto intenso e cheio de emoções, o técnico famalicense não poupou elogios à sua equipa. “Tenho de tirar o chapéu aos meus rapazes. Tivemos jogadores com exibições fantásticas. Com a idade que eles têm e a capacidade que têm para ler o jogo. O Sá, por exemplo, com e sem bola. A capacidade interpretativa muito, muito boa”, sublinhou Oliveira, revelando a sua admiração pelo desempenho coletivo e individual dos atletas. Para ele, o encontro foi um verdadeiro espetáculo: “Um grandíssimo jogo de futebol, entre o FC Porto e o Famalicão. Que lindo jogo de futebol. O desenvolvimento desta ideia de jogo corajosa, destes jogadores… Os rapazes mereciam esta alegria no final por tudo o que trabalhavam.”
O golo sofrido nos descontos não abalou a convicção do treinador, que aproveitou para refletir sobre a intensidade competitiva do jogo e a fome de vencer que move ambas as equipas. “Falamos todos os dias de fome. O que nos alimenta na vida e no trabalho é viver emoções, não sobrevivendo e ver o que a vida dá. Não, ambição no máximo, esfomeados por tudo. Há jogo até ao final e nós acreditamos sempre. Sentimos que dava qualquer coisa.” E acrescentou, com orgulho, a importância do momento: “Agora, sem tirar mérito a um adversário fortíssimo, que está em primeiro com muito mérito, com muita capacidade tática e que também é esfomeado. A vida é feita destes momentos. Para mim, o sábado de Páscoa é um dia muito especial para o futebol. As minhas memórias dos sábados de Páscoa são de ir com o meu pai ver a bola. Um dia vão lembrar-se do Famalicão que jogou de peito aberto com o FC Porto e no fim empatou.”
No que toca ao discurso ao intervalo, Hugo Oliveira revelou que a equipa manteve a confiança e fez ajustes táticos importantes. “Acreditamos sempre no que vem aí. A primeira parte foi para analisar. Estávamos a chegar muito distantes, tínhamos de chegar a essas fases de finalização muito mais por dentro. O FC Porto, naturalmente, foi crescendo pelo poder que foi entrando a partir do banco. Depois de o FC Porto fazer o golo não podia estar acabado. O golo do empate é algo trabalhado. Saímos daqui com este resultado, mas não era o mais importante, era sim jogarmos aqui o nosso jogo.”
Oliveira deixa ainda claro que a equipa não se intimida perante o calendário exigente que se avizinha. “Nós não nos assustamos nunca. Quem estiver atento ao nosso campeonato, nunca estivemos assustados. O que tiramos daqui? Um momento de felicidade para os nossos adeptos. A vida é feita de viver momentos.”
Com esta exibição corajosa e cheia de coração, o Famalicão deixa uma mensagem clara: está vivo, lutador e com ambição para continuar a surpreender no principal escalão do futebol português. Hugo Oliveira mostra-se, assim, um líder que acredita no potencial da sua equipa e que, jogo após jogo, cimenta o seu lugar na elite com garra e determinação. O empate arrancado diante do FC Porto, num Dragão fervilhante, fica para a história como um símbolo de resistência e paixão pelo futebol.
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