Na ressaca da amarga derrota do Benfica frente ao Real Madrid, por 2-1, na quarta-feira passada, a sala de imprensa tornou-se o palco de declarações contundentes de João Tralhão, o treinador-adjunto da equipa. Com uma mistura de orgulho e frustração, Tralhão analisou a performance da sua equipa e abordou temas quentes que giram em torno da convocação de um jogador controverso e da ausência de uma figura icónica do futebol português.
Sobre a exibição da sua equipa, Tralhão foi claro: “A equipa criou o suficiente, temos de estar orgulhosos da prestação. O golo sofrido contra a corrente não nos retirou personalidade, caráter e mentalidade vencedora. O Real Madrid teve um gigante na baliza que não nos permitiu concretizar.” Estas palavras refletem não só a resiliência do Benfica, mas também um reconhecimento das dificuldades enfrentadas contra um dos maiores clubes do mundo.
A ausência de José Mourinho, que não pôde estar presente no banco, foi outro tema debatido. “Não era o que queríamos, ele não queria estar fora. A nossa sincronização foi perfeita, tem sido sempre, antecipando cenários. Agora foi uma situação nova, as decisões pertencem ao treinador, suportadas pelo staff.” A falta do treinador principal não parece ter desorientado a equipa, mas levanta questões sobre a gestão e a estratégia em momentos críticos.
Um dos pontos mais intrigantes da conferência foi a convocação de Prestianni, que gerou muitas especulações. Tralhão afirmou de forma assertiva: “O Prestianni foi convocado com algum propósito, estávamos à espera que o apelo à UEFA valesse uma resposta positiva. Depois era tudo uma decisão técnica. Como não foi despenalizado, não se coloca responder ao resto. O Benfica, no seu timing, responderá sobre isso.” A declaração lança uma luz sobre o processo de decisão do clube e o que poderá estar a ser planeado para o futuro.
Com um espírito de luta e determinação, a mensagem de Tralhão é clara: o Benfica não desistirá facilmente. A equipa, apesar da derrota, mostrou que tem o que é preciso para competir em alto nível e que a confiança na sua capacidade é inabalável. O futuro parece incerto, mas os adeptos podem contar com uma equipa que está disposta a lutar até ao fim, com a esperança de reverter a situação nos próximos desafios.
