Segunda-feira, Fevereiro 16, 2026

José Mourinho revela colapso em jogo crucial: “foi um desastre”

Partilhar

A tempestade perfeita abateu-se sobre o Estádio da Luz, e as consequências foram devastadoras para o Benfica. Na segunda semifinal da Taça da Liga, os encarnados foram derrotados pelo Braga, num desfecho que deixou a equipa liderada por José Mourinho em estado de choque. Após o apito final, Mourinho não hesitou em desferir críticas contundentes, descrevendo a performance da sua equipa como um “colapso”, um “desastre” que ninguém poderia ignorar.

“Este é dos jogos em que há unanimidade. Houve um colapso, um desastre”, afirmou Mourinho, com a frustração à flor da pele. O técnico português analisou o encontro, destacando que o jogo se dividiu em duas partes distintas. “A primeira parte é má demais, inexplicavelmente, para uma equipa que entrou bem. Entramos a pressionar, a ganhar bola, a criar imediatamente uma grande situação de golo. E depois, inexplicavelmente, com o penálti assinalado, que depois foi anulado pelo VAR e que devia ser um momento de um ‘boost’ positivo, houve um colapso”.

A insatisfação de Mourinho não se limitou a uma análise superficial. Ele criticou duramente os erros técnicos cometidos pelos seus jogadores, que foram “absolutamente incríveis”. Durante um período crítico do jogo, três jogadores falharam em passos básicos, perdendo a posse de bola em situações que deveriam ter sido controladas. “Cometemos erros incríveis, do ponto de vista técnico. Depois, do ponto de vista ‘volitivo’, emocional, débeis. Os duelos, as primeiras bolas, as segundas bolas, débeis”, lamentou o treinador.

Enquanto a primeira parte foi marcada por um desempenho globalmente negativo, Mourinho destacou que a segunda parte trouxe uma mudança radical. “Na segunda parte, o Braga, que é uma equipa que joga bem, que gosta de ter a bola, que gosta de esconder a bola, nunca o fez. O Benfica pressionava, roubava, pressionava, roubava e jogava, e jogava, e jogava”. Contudo, Mourinho foi claro: “Quem joga tão mal como nós fizemos na primeira parte, merece perder”.

A crítica não se restringiu apenas à performance coletiva. O técnico também abordou as más exibições individuais, mencionando a substituição de Manu no intervalo. “Não me referi, obviamente, ao Manu. Confesso que a equipa, na segunda parte, foi o mais forte sem o Manu. Mas não é o Manu a causa da nossa primeira parte tão pobre”. A lesão grave que afetou Manu foi uma preocupação, mas Mourinho defendeu que a fraqueza da primeira parte não se devia apenas a essa ausência.

Quando questionado sobre a falta de intensidade e foco dos jogadores, Mourinho não encontrou respostas fáceis. “Eu não consigo responder. Se você me fizesse a pergunta como é que eu, pessoalmente, encarei o jogo… eu diria que como todos, se calhar um bocadinho mais, mas como todos”. A frustração aumentou quando ele revelou que os jogadores não estavam receptivos ao diálogo após a derrota. “Obviamente, não senti da parte deles recetividade para o diálogo. A tristeza é muita e ninguém quis entrar em diálogo comigo”, lamentou.

A derrota por 1-3 foi um golpe duro para um Benfica que esperava brilhar em casa. A atuação desastrosa deixou os adeptos em estado de choque e levantou questões sobre a capacidade da equipa em lidar com a pressão em momentos decisivos. Mourinho, com a sua experiência e determinação, sabe que a resposta à crise deve ser rápida e eficaz. O futuro do Benfica nas competições nacionais agora depende da capacidade de reação da equipa após esta humilhante queda.

Mais Notícias

Outras Notícias