Quarta-feira, Fevereiro 18, 2026

Mourinho em apuros: Acusações de manipulação psicológica a Vinícius Júnior

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José Mourinho voltou a ser o centro de uma controvérsia explosiva no mundo do futebol, desta vez envolvendo o jovem talento brasileiro Vinícius Júnior. A situação ganhou contornos dramáticos após a vitória do Real Madrid sobre o Benfica, onde Vinícius não só foi o autor do único golo do encontro, como também denunciou ter ouvido um comentário racista proferido por Prestianni, levando à interrupção do jogo conforme os protocolos da UEFA. Em vez de expressar apoio ao jogador, Mourinho optou por criticar a celebração efusiva do golo, insinuando que esta teria alimentado a hostilidade por parte dos adeptos.

As declarações do treinador português não passaram despercebidas e provocaram uma onda de indignação nas redes sociais. A instituição de caridade antirracismo, Kick It Out, manifestou-se em defesa de Vinícius Júnior, acusando Mourinho de “manipulação psicológica” no tratamento da situação. Num comunicado contundente, a organização destacou a importância de ouvir e apoiar aqueles que denunciam discriminação, sublinhando que desviar o foco para a comemoração do golo em vez de reconhecer a denúncia é uma forma de “gaslighting”.

“Quando alguém denuncia discriminação no futebol, ou em qualquer outro lugar, a primeira prioridade é que essa pessoa seja ouvida e se sinta apoiada. Focar na comemoração do golo de Vinícius Jr. ou na história do clube, em vez de reconhecer a denúncia, é uma forma de manipulação psicológica”, afirmou a organização, deixando uma clara crítica ao comportamento de Mourinho. A mensagem é um apelo à responsabilidade dos líderes do futebol, que têm um papel crucial na definição de padrões de respeito e inclusão no desporto.

Além disso, Kick It Out exigiu uma investigação rigorosa sobre o incidente, enfatizando a necessidade de responsabilização adequada para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro. “Essa abordagem não só prejudica a pessoa afetada, como também transmite uma mensagem errada a outras pessoas em todo o mundo que possam ter passado por situações semelhantes”, acrescentaram, reforçando a urgência de uma liderança responsável no futebol.

Questionado sobre se Vinícius Júnior teria incitado o arremesso de garrafas por parte dos adeptos do Benfica, Mourinho não hesitou em afirmar que sim. “Infelizmente, ele não se contentou em marcar aquele golo espantoso. Quando se marca um golo assim, celebra-se de forma respeitosa. Disse-lhe que a maior figura da história deste clube era negra. A última coisa que este clube é, é racista”, declarou o treinador, referindo-se à lenda Eusébio.

Esta polémica não só levanta questões sobre o racismo no futebol, mas também sobre a responsabilidade dos treinadores e figuras públicas em lidar com situações de discriminação. A espera por uma resposta adequada por parte das autoridades do futebol é agora uma expectativa crescente entre os adeptos e defensores dos direitos humanos. Mourinho, uma figura polarizadora no desporto, parece estar mais uma vez a desafiar os limites da ética e do respeito no mundo do futebol. A situação exige atenção e ação, pois o futebol deve ser um espaço de inclusão e respeito, não de divisões e hostilidades.

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