Terça-feira, Janeiro 27, 2026

Penálti escandaloso e expulsões em análise de Pedro Henriques ao Benfica-braga

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O embate entre o Benfica e o SC Braga foi marcado por uma controvérsia arbitral que deixou adeptos e analistas em estado de choque. Pedro Henriques, ex-árbitro e analista desportivo, não poupou palavras ao abordar os lances decisivos que moldaram o resultado da partida. Desde um penálti por assinalar até a expulsões controversas, a análise de Henriques revela uma série de decisões que poderiam ter mudado a dinâmica do jogo.

Logo aos 6 minutos, um lance fora da área envolvendo Nicolás Otamendi e Florian Grillitsch não resultou em penalização adequada. Henriques destacou que, embora Otamendi tenha tocado Grillitsch, a falta não impediu uma jogada perigosa, já que o jogador estava a correr em direção ao lado oposto da baliza. O árbitro, portanto, não mostrou cartão, mas a questão da falta em si deixou muitos a questionar a eficácia do sistema de arbitragem.

O caso mais debatido ocorreu aos 9 minutos, quando o VAR reverteu corretamente um penálti que tinha sido assinalado. Otamendi, novamente em cena, cometeu uma infração fora da área ao derrubar Zalazar. Henriques argumentou que a decisão do VAR foi acertada, mas também que a falta deveria ter sido considerada uma clara oportunidade de golo perdida para Zalazar, que estava em posição privilegiada para marcar.

A análise continuou com uma crítica à advertência ao guarda-redes bracarense Lukas Hornicek, que foi punido por retardar o recomeço do jogo. Henriques destacou que, mesmo em fases iniciais do jogo, as ações que atrasam o jogo devem ser punidas com cartões amarelos.

O jogo seguiu com mais controvérsias, incluindo um lance aos 45 minutos onde Mario Dorgeles foi considerado culpado por falta, apesar de não ter sido tocado por nenhum defesa benfiquista. Henriques argumentou que o jogador se desequilibrou ao tentar fintar, resultando numa falta ofensiva a favor do Benfica.

Aos 55 minutos, a análise de Henriques tornou-se ainda mais crítica, ao apontar um penálti que deveria ter sido assinalado após um desvio involuntário de Leandro Barreiro, que, segundo ele, teve o braço fora do plano do corpo. Este é um dos lances que deixou os fãs questionando a competência da arbitragem.

No entanto, a decisão mais acertada surgiu aos 62 minutos, quando o árbitro assinalou um penálti após Paulo Oliveira derrubar Pavlidis de forma clara. A ação foi considerada uma falta indiscutível, e a penalização foi vista como um momento de justiça no jogo.

A situação complicou-se ainda mais aos 69 minutos, quando Prestianni fez uma falta grosseira, saltando a dois pés sobre Ricardo Horta. Henriques insistiu que o VAR deveria ter intervido para reverter o cartão amarelo, dada a gravidade da infração.

Aos 89 minutos, Otamendi viu o segundo cartão amarelo e foi expulso, uma situação que Henriques descreveu como uma consequência das suas reações a decisões controversas do árbitro. Este incidente deixou o Benfica sem o seu defesa central para o próximo jogo, o que poderá ter repercussões significativas na equipa.

Com um total de seis minutos de tempo extra, o jogo foi uma verdadeira montanha-russa de emoções, marcada por decisões que levantaram questões sobre a eficácia da arbitragem e o impacto do VAR no futebol atual. O que fica claro é que esta partida não foi apenas um jogo de futebol; foi um espetáculo de controvérsias que provavelmente será debatido por muito tempo entre adeptos e críticos do desporto.

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