O recente embate entre México e Portugal, realizado no icônico Estádio Azteca, revelou-se um verdadeiro deserto de emoções, deixando os adeptos a refletir sobre o que realmente se passa com a equipa das quinas. A partida, que coincidiu com a mudança para o horário de verão, parecia prometer mais do que entregou, resultando num espetáculo maçador que pouco contribuiu para a preparação da seleção para o próximo Campeonato do Mundo.
Apesar de o estágio de março não ter sido um tempo perdido por completo, o jogo de reinauguração do Estádio Azteca foi um grande bocejo para aqueles que se esperavam animados. Nem mesmo a boa dinâmica de Samu, um jogador que luta ferozmente por uma das escassas vagas na convocatória, conseguiu quebrar a monotonia de um encontro que mais parecia um ensaio de pré-temporada. As ausências notáveis na convocatória, aliadas à falta de entrosamento entre os jogadores e ao receio de lesões, especialmente para aqueles que já têm garantido o seu lugar, culminaram numa exibição que não traz grandes preocupações, mas que também não é motivo para alívio.
As expectativas agora concentram-se no próximo desafio contra os Estados Unidos, onde Roberto Martínez terá a oportunidade de avaliar a sua equipa sob uma nova luz. No entanto, a exibição no México levanta algumas interrogações, embora não haja motivos para grandes alardes neste momento.
No entanto, é inegável que existem razões para um sermão, mas este deve ser individualizado, focando-se em Pedro Neto. O jogador português, que tem demonstrado uma performance sólida no Chelsea e na seleção, viu-se envolvido em algumas polémicas que não podem ser ignoradas. A sua recente expulsão frente ao Arsenal, consequência de dois cartões amarelos em apenas três minutos, e um comportamento questionável ao empurrar um apanha-bolas no PSG, que ele tentou suavizar oferecendo a sua camisola, levantam questões sobre a sua conduta. A UEFA já o advertiu, e a repetição destes comportamentos, especialmente na proximidade do Campeonato do Mundo, é preocupante.
A impetuosidade de Pedro Neto é uma qualidade que faz falta à Seleção, mas deve ser canalizada de forma construtiva. A sua fúria em campo, que até agora se manifestou principalmente de maneira positiva, precisa de ser domada e aplicada com sabedoria. Caso contrário, a sua atitude poderá contaminar o espírito da equipa, que já enfrenta momentos de apatia. É crucial que, neste período de preparação, a Seleção esteja unida e focada no objetivo maior que se avizinha.
Com o Campeonato do Mundo à porta, a Seleção Portuguesa precisa de todos os seus jogadores em plena forma e mentalidade. E isso inclui a necessidade de um acompanhamento mais dedicado para Pedro Neto, que, apesar das suas falhas recentes, continua a ser uma peça fundamental no esquema de Roberto Martínez. A expectativa é que o próximo jogo contra os Estados Unidos sirva para não apenas ajustar a equipa, mas também para reforçar a disciplina e a coesão que são essenciais para a missão que se aproxima.
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