Com a contagem decrescente para o Campeonato do Mundo de 2026, que será disputado entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá, as novas camisolas das seleções estão a gerar uma onda de indignação entre os adeptos. A França, por exemplo, revelou os seus novos equipamentos nas cores azul e verde menta, mas o que deveria ser motivo de celebração transformou-se numa controvérsia devido aos preços exorbitantes que a Nike fixou para os seus produtos. O nome da campanha, “Braquage” (que significa “Assalto”), parece ter sido escolhido à medida da indignação coletiva.
O porta-voz do grupo de adeptos Irrésistibles Français, Guillaume Auprêtre, não poupou críticas ao aumento dos preços, fazendo uma ironia mordaz sobre o título da campanha: «Neste caso, a palavra ‘assalto’ foi bem escolhida em relação ao preço das camisolas», afirmou. Auprêtre não escondeu a sua preocupação com o que considera um aumento desmedido: «110 euros por uma camisola réplica para o Mundial é cada vez mais caro. Em 2024, as camisolas passaram a custar 100 euros, já mais caras que nos anos anteriores. Agora, acrescentam mais 10 euros, num contexto em que o Mundial se anuncia como um dos mais caros da história… Aqui, o assalto é flagrante. Não era essa a intenção que a Nike queria transmitir, mas é essa que nós entendemos.»
Mas a polémica não se limita a França. Em Inglaterra, a situação é igualmente alarmante. Os adeptos que desejam equipar-se com a nova camisola da seleção dos Três Leões terão que desembolsar valores recordes. O preço de uma camisola oficial de jogo para adulto disparou para 135 libras, cerca de 158 euros, um aumento que supera em muito a taxa de inflação. Para quem procura uma alternativa mais acessível, existe a camisola stadium, desenhada para ser usada nas bancadas, que custa 89 libras, cerca de 108 euros. Contudo, se a personalização com nome e número for desejada, o custo adicional pode ascender a impressionantes 69 euros.
A indignação dos adeptos em ambos os países levanta questões críticas sobre a acessibilidade dos produtos relacionados ao futebol, especialmente em um momento em que a paixão pelo desporto está prestes a atingir novos patamares com o Mundial à vista. As marcas, ao aumentar os preços a este nível, correm o risco de alienar a sua base de fãs mais dedicada, que se sente cada vez mais excluída da possibilidade de apoiar as suas seleções. Parece que a mensagem é clara: o que deveria ser um momento de celebração e união está a ser manchado pelo que muitos consideram um verdadeiro assalto financeiro.
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