Terça-feira, Janeiro 27, 2026

Sporting: Rui Borges enfrenta novo pesadelo com lesões em série

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O Sporting CP enfrenta um início de ano repleto de infortúnios que coloca a equipa em apuros tanto em termos de performance como de saúde. O treinador Rui Borges, em particular, está a viver um verdadeiro déjà vu, relembrando o pesadelo de lesões que assolou o clube na temporada anterior. Com um ano novo que deveria trazer esperança, a realidade é bem diferente e amarga para os leões, que se viram obrigados a empatar com o Gil Vicente (1-1) na 17.ª jornada da Liga e a sofrer uma derrota angustiante contra o Vitória de Guimarães (1-2) na meia-final da Allianz Cup.

A preparação para o duelo com os vimaranenses revelou-se um verdadeiro campo de batalha. O plantel já contava com dez jogadores indisponíveis: cinco lesionados (Quenda, Debast, Blopa, Ricardo Mangas e Pedro Gonçalves), dois a recuperar condição física (Daniel Bragança e Nuno Santos), dois ausentes devido à participação na CAN (Diomande e Catamo) e um castigado (Gonçalo Inácio). O cenário agravou-se durante o jogo, quando a Unidade de Performance teve que lidar com mais duas baixas significativas.

Fotis Ioannidis, após sentir um desconforto no joelho, foi forçado a sair de campo aos 22 minutos, embora a sua lesão não pareça ser grave e a sua presença no próximo jogo contra o Casa Pia, marcado para o dia 16, não esteja em risco. Contudo, a situação de Eduardo Quaresma é bem mais preocupante. O defesa, após um choque violento com Samu aos 62 minutos, deixou o relvado de maca e foi imediatamente internado no Hospital de Santo André, onde foi submetido a uma cirurgia ao osso zigomático. A previsão é de uma paragem de até três semanas, um golpe duro para a defesa leonina.

As reações ao estado clínico do plantel têm sido intensas, com a Unidade de Performance sob os holofotes. Rui Borges não hesitou em destacar que, embora as lesões musculares – que afetam Ricardo Mangas e Pedro Gonçalves – sejam apenas duas, muitos dos outros problemas são de natureza traumática e, portanto, incontroláveis. Entre os lesionados traumáticos, destacam-se Quenda, Ioannidis, Nuno Santos, Eduardo Quaresma, Debast e Daniel Bragança, que, após uma longa ausência de 11 meses, fez recentemente a sua primeira aparição no banco de suplentes.

Em um desabafo carregado de frustração, Rui Borges comentou: «Triste, o Sporting parece um caso de estudo. Saímos com mais duas lesões [Eduardo Quaresma e Ioannidis], tem-nos acontecido tudo.» Esta situação não é nova para o treinador, que, desde que assumiu o cargo em dezembro de 2024, nunca pôde contar com todos os jogadores disponíveis. A falta de recursos fez com que jovens da equipa B, como Salvador Blopa e Flávio Gonçalves, fossem promovidos para suprir as lacunas na equipa principal, com até Luís Guilherme a estrear-se apenas dois dias após ser oficializado como reforço de inverno.

O clima no seio da equipa é tenso, e Rui Borges não hesitou em falar sobre o «cansaço acumulado e falta de energia» que afeta seus jogadores. Com a primeira volta da liga já terminada e o Sporting a sete pontos do líder FC Porto, a pressão aumenta, especialmente após falharem a conquista de dois troféus: a Supertaça e a Allianz Cup.

A situação do Sporting é alarmante e levanta questões sobre a capacidade do clube em reagir a este turbilhão de lesões. O que será que os leões farão para se reerguerem e lutar por um lugar no topo da tabela? A resposta parece ser urgente, à medida que o tempo corre e os desafios se multiplicam.

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