Terça-feira, Janeiro 27, 2026

Benjamin Sesko brilha com dois golos, mas Manchester United falha top quatro

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A Premier League viveu mais uma noite de emoções intensas, mas para o Manchester United, a história foi de frustração e oportunidades perdidas. Benjamin Sesko brilhou com dois golos, mas a equipa não conseguiu garantir a vitória sob a liderança interina de Darren Fletcher, resultando num empate que deixou os Red Devils a sonhar com o topo da tabela, mas sem concretizações.

A partida contra o Burnley, disputada em Turf Moor, parecia promissora, mas a falta de eficácia nos momentos cruciais custou caro. A entrada de Shea Lacey, que teve a chance de selar a vitória, resultou apenas num remate que beijou a trave, num momento que poderia ter sido um dos muitos que a história do United guardaria. Lacey, um jovem talento que muitos adeptos desejavam ver mais em campo, representou a aposta de Fletcher na juventude, mas a falta de vitória continua a ser uma sombra sobre o clube.

Com uma combinação ofensiva de Kobbie Mainoo e Mason Mount no meio-campo, a equipa apresentou-se de forma mais audaciosa, mas isso não se traduziu em pontos. Os adeptos, apesar de entusiasmados com o novo rumo, lembraram os tempos de Ole Gunnar Solskjaer e Michael Carrick, figuras que são frequentemente mencionadas como possíveis retornos. Contudo, o que a equipa realmente precisa é de triunfos, especialmente quando se enfrenta um calendário complicado com jogos contra Manchester City e Arsenal à vista.

Desde novembro, o United não conseguiu vencer nenhuma das partidas contra equipas das últimas sete posições da tabela, perdendo preciosos pontos que poderiam tê-los catapultado para a zona da Liga dos Campeões. As estatísticas são alarmantes: mesmo somando cinco pontos nos últimos três jogos, o clube estaria agora no top quatro. A pressão está a aumentar e a necessidade de resultados imediatos é crítica. Fletcher, que ainda está a encontrar o seu ritmo como treinador, precisa de galvanizar a equipa e focar-se em tirar o máximo proveito de jogadores como Sesko para evitar que esta época se torne uma mera sequência de desapontamentos.

Por outro lado, a situação no Tottenham sob a batuta de Thomas Frank é igualmente preocupante. A equipa está a passar por um período de crise, com uma sequência de resultados decepcionantes que culminou numa derrota por 3-2 contra o Bournemouth. Os adeptos estão desiludidos, e até o favorito Micky van de Ven teve um desentendimento com a claque, evidenciando a frustração crescente. Com apenas um golo em jogada aberta nos últimos sete jogos, a falta de criatividade e de eficácia é alarmante.

As críticas a Frank intensificam-se, com muitos a questionarem se ele é realmente o treinador que o Tottenham precisa. Jamie Redknapp, comentador da Sky Sports, afirmou que Frank precisa demonstrar que não é apenas um “treinador de bolas paradas”, uma imagem que se tornou predominante diante da falta de jogadas ofensivas. O que era uma equipa vibrante em Brentford, capaz de desafiar gigantes, transformou-se numa sombra do que poderia ser.

As estatísticas são reveladoras: a equipa de Frank apresenta uma queda em todos os parâmetros ofensivos, uma situação que não é aceitável para um clube com as ambições do Tottenham. A pressão sobre Frank aumenta a cada jogo, e sem uma mudança rápida de mentalidade e desempenho, o seu futuro à frente dos Spurs poderá estar em risco.

Com a Premier League a intensificar-se, tanto Manchester United como Tottenham enfrentam a urgência de reverter a maré e provar que ainda têm o que é preciso para competir no topo. A luta pela Champions League e pela recuperação moral é uma batalha que promete ser feroz nas próximas semanas.

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