Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026

Prodígio francês surpreende o mundo do ténis ao igualar feito raro de Carlos Alcaraz aos 16 anos

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O mundo do ténis está em alvoroço com a ascensão meteórica de Moise Kouame, um jovem prodígio francês que, aos apenas 16 anos, se tornou o primeiro jogador nascido em 2009 a alcançar as meias-finais de um torneio Challenger, no Lille Challenger. Este jovem talentoso não está apenas a traçar o seu próprio caminho, mas a reescrever marcos importantes na história do ténis, com atuações destemidas que nos fazem lembrar a rápida ascensão de Carlos Alcaraz.

Na última segunda-feira, Kouame subiu para a 397ª posição no ranking da ATP, tornando-se o primeiro jogador da sua geração a quebrar a barreira do top 400. Esse feito notável foi alcançado apenas algumas semanas depois de ser classificado como o 552º do mundo. Kouame é agora o sexto homem mais jovem a qualificar-se para um evento do ATP Tour desde 2000, uma conquista que não passou despercebida.

No início deste mês, o jovem francês destacou-se ao vencer a partida contra o compatriota Clement Chidekh, com um resultado de 7-5, 6-7(6), 6-3 no Open Occitanie em Montpellier. Este triunfo garantiu-lhe um lugar no quadro principal do ATP 250, onde, mesmo enfrentando o número 83 do mundo, Aleksandar Kovacevic, mostrou sua garra, embora tenha perdido em três sets. A experiência adquirida nesse torneio foi inestimável, contribuindo para o seu crescimento e exposição no mais alto nível do ténis.

Kouame não apenas se destacou em competições Challenger, mas também se tornou o jogador mais jovem a conquistar um título do World Tennis Tour no nível M25 desde Carlos Alcaraz em 2019. O seu primeiro troféu profissional foi levantado em Hazebrouck, no dia 16 de janeiro, solidificando ainda mais a sua posição como um dos talentos mais promissores do desporto.

Entretanto, enquanto a euforia em torno de Kouame cresce, algumas vozes já se fazem ouvir, pedindo cautela. Nicolas Mahut, ex-jogador e figura respeitada no circuito, expressou preocupação com a pressão que a atenção excessiva pode trazer ao jovem atleta. “Não vejo sentido em escrever artigos quando ele está nos quartos de final de um Challenger. Ele já venceu torneios Futures, isso é bom, mas será que não podemos deixá-lo em paz? Ele ainda não conquistou nada!”, alertou Mahut. A sua mensagem é clara: é crucial permitir que Kouame se desenvolva sem a pressão de expectativas desmedidas.

Kouame, por sua vez, mostrou uma maturidade impressionante ao lidar com as comparações. Após a sua vitória no Challenger, ele comentou sobre a influência de outros jogadores no seu estilo, afirmando: “Há um pouco de Gael, um pouco de Djokovic, um pouco de Sinner, um pouco de Alcaraz… e acima de tudo, há um pouco de Moise Kouame.” Ele já está a pensar a longo prazo, desejando que, daqui a 10 ou 20 anos, os jovens jogadores possam dizer que há um pouco dele no seu jogo.

Agora, com os olhos do mundo do ténis voltados para ele, Kouame está prestes a enfrentar o próximo desafio no Saint-Brieuc Armor Agglomération Tennis Open. À medida que a expectativa aumenta, a grande questão permanece: conseguirá Kouame um dia desafiar a hegemonia de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner? O tempo dirá, mas uma coisa é certa – o futuro do ténis tem um novo nome a brilhar.

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