O futuro de Robert Lewandowski no Barcelona está envolto em incertezas, mas uma coisa é certa: a estrela polaca está a preparar-se para um confronto decisivo na Copa del Rey contra o Atlético de Madrid. Numa época em que o trio de ataque da formação catalã, que inclui também Lamine Yamal e Raphinha, está sob pressão para brilhar, a luta pela titularidade entre Lewandowski e Ferran Torres intensifica-se.
Em entrevista recente, Lewandowski recordou os altos e baixos da temporada passada, marcada por lesões que afetaram o seu desempenho no final do campeonato. “Foi um ano intenso e às vezes turbulento”, confessou, revelando a frustração de não poder ajudar a sua equipa nos momentos cruciais. “Ver tudo do banco foi provavelmente a coisa mais difícil; doeu-me ainda mais. Sentia que a equipa estava muito perto da final, mas não pude ajudar como queria.”
A competição com Ferran Torres tem sido um tema recorrente, especialmente com o treinador Hansi Flick a alternar entre os dois avançados. Lewandowski partilhou a sua perspectiva sobre esta dinâmica. “Na realidade, não há tantas sessões de treino entre os jogos para que tudo seja decidido lá. Não diria que é uma competição direta nos treinos.” Ele destacou a necessidade de rotatividade, uma prática comum na atualidade, e como isso pode beneficiar ambos os jogadores. “Com tantos jogos, a rotação na posição de ponta é natural, e penso que tanto Ferran como eu podemos tirar partido da situação atual.”
Sobre a sua condição física, Lewandowski não escondeu a confiança que tem nas suas capacidades, apesar do foco que muitos colocam na idade. “Muitas pessoas veem o meu jogo através da lente da idade, mas isso é muitas vezes uma perspectiva enganadora. Sinto-me a um nível muito elevado e não percebo uma diminuição nas minhas capacidades motoras.” Ele assegurou que, se fosse necessário, estaria preparado para voltar a jogar 90 minutos a cada três dias.
O avançado também elogiou jovens talentos como Pedri e Yamal, destacando a importância do equilíbrio na equipa. “As pessoas continuam a ser o nosso ativo mais importante; são elas que fazem a diferença no final”, afirmou. Lewandowski reconheceu que a equipa evoluiu, tornando-se mais flexível defensivamente e mudando a sua abordagem em campo. “Já não jogamos tão alto. Encontrámos um melhor equilíbrio; todos em campo podem suportar a carga.”
Ao abordar o seu futuro e a possibilidade de continuar no Barcelona, Lewandowski foi cauteloso. “Definitivamente, ainda não é tempo de tomar decisões. Não faço ideia do que vai acontecer na Liga dos Campeões. Ganhar é algo tão distante que não faz sentido pensar no que acontece se.” Ele revelou que culminar a sua carreira num segundo clube com uma vitória na Champions seria uma realização fantástica. “Se alguém me tivesse dito que marcaria tantos golos e ganharia tantos troféus, teria aceite cegamente.”
Com a sua experiência e determinação, Lewandowski continua a ser uma figura central no Barcelona, uma equipa em transformação, mas que procura recuperar a glória do passado, enquanto o futuro do avançado permanece em aberto.
