A eliminação do Mónaco nas mãos do Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões desencadeou uma onda de indignação e descontentamento na equipa monegasca. O técnico Sébastien Pocognoli não escondeu a sua frustração após o empate 2-2 no Parque dos Príncipes, que selou o destino da sua equipa nos play-offs de acesso aos oitavos de final. Com uma primeira derrota em casa (3-2), o Mónaco viu-se forçado a lidar com a adversidade, que se intensificou com a expulsão do jogador Mamadou Coulibaly.
Pocognoli expressou a sua “raiva” em relação à decisão do árbitro romeno Istvan Kovacs, que expulsou Coulibaly aos 58 minutos, quando a sua equipa estava em vantagem de 1-0. A expulsão despoletou uma reviravolta no jogo, com o PSG a marcar dois golos em rápida sucessão, através de Marquinhos e Khvicha Kvaratskhelia, antes de Jordan Teze conseguir igualar já nos descontos. O treinador belga não poupou críticas ao critério da arbitragem, afirmando que houve “dois pesos e duas medidas” na avaliação das faltas e dos cartões.
“Foi como o cartão vermelho de Golovin no primeiro jogo. Um cartão que resultou numa mudança imediata no jogo. Para mim, não é justo. É severo, especialmente porque os dois cartões amarelos de Coulibaly foram mostrados num espaço de cinco minutos. Se o árbitro considerou necessário mostrar o cartão a Coulibaly, deveria também ter agido da mesma forma com Lucas Hernández”, desabafou Pocognoli. A sua indignação reflete a frustração acumulada pelo Mónaco, que já havia enfrentado outra expulsão na primeira mão da eliminatória.
Além disso, o técnico destacou a diferença de tratamento entre jogadores jovens e experientes. “Coulibaly é um jovem jogador e a ele dizem para se acalmar, enquanto Hernández, um campeão do mundo, parece ter um tratamento diferente. Isto é algo que tem acontecido com demasiada frequência ao Mónaco”, afirmou Pocognoli, sublinhando a necessidade de um critério mais justo e uniforme nas decisões dos árbitros.
Com a eliminação, a atmosfera no Mónaco é de descontentamento e a busca por justiça nas decisões arbitrais é mais urgente do que nunca. A crítica contundente de Pocognoli não só ecoa a frustração da equipa, mas também levanta questões sobre a igualdade de critérios nas competições de alto nível e a pressão que os árbitros enfrentam em jogos tão decisivos. O futuro do Mónaco na Liga dos Campeões pode ter chegado ao fim, mas a luta por um tratamento justo continua viva.
