Novak Djokovic criticado por ser o ‘mais preguiçoso’ no ténis

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Novak Djokovic foi surpreendido no Roland Garros por João Fonseca, jovem talento de 19 anos que protagonizou uma recuperação histórica e eliminou o sérvio, deixando o Mundo do ténis em choque. Apesar da derrota, o ex-número um mundial Andy Roddick veio defender o tenista de 39 anos, classificando como “preguiçosas” as narrativas que o pintam como um jogador em declínio. A verdade é que Djokovic, mesmo com um calendário reduzido e a poucos meses de completar 40 anos, mostrou no court uma qualidade de jogo impressionante, que deixa a porta aberta para um regresso triunfante em Wimbledon.

Djokovic, que só disputou 12 encontros em 2026, tem sido um atleta a meio gás no circuito ATP, com destaque para a final do Open da Austrália em janeiro, mas pouco mais. Sem competir em terra batida antes de Paris, o sérvio parecia algo enferrujado, mas rapidamente recuperou o ritmo com vitórias convincentes nas primeiras rondas. No entanto, na terceira ronda, João Fonseca protagonizou um momento de afirmação, virando um encontro em que perdia por dois sets para derrotar o maior vencedor de Grand Slams da história, com 24 títulos.

A façanha de Fonseca é ainda mais notável por ser o primeiro adolescente a vencer Djokovic num Major e apenas o segundo a recuperar de uma desvantagem de dois sets, depois de Jürgen Melzer em 2010. Apesar do desfecho, os números de Djokovic no encontro impressionaram: 71% de eficácia no primeiro serviço, 70 winners e apenas 39 erros não forçados, contra 68 winners e 47 erros do jovem brasileiro.

Andy Roddick não poupou elogios ao sérvio, afirmando no podcast “Served” que “foi o melhor ténis que vi Djokovic jogar, com uma exibição de alto nível.” O antigo campeão dos Estados Unidos reforçou que “Djokovic não cometeu erros que o derrotassem, foi Fonseca que o bateu no momento certo.” Para Roddick, é injusto reduzir a derrota à ideia de um “velho a desaparecer” no circuito, sublinhando que o tempo é implacável, mas este encontro não refletiu um declínio evidente do sérvio.

Com a ausência do campeão em título Carlos Alcaraz, lesionado, e a eliminação precoce de Jannik Sinner, Djokovic tinha uma oportunidade dourada para conquistar o 25.º Major. Apesar da desilusão em Paris, Roddick acredita que o sérvio está longe de estar arredado da luta, especialmente em Wimbledon, onde já conquistou o título por sete vezes. “O corpo dele não está habituado a este ritmo desde janeiro, e conseguir jogar a este nível aos quase 40 anos é notável. Acredito que Djokovic se sente mais confiante para Wimbledon depois deste torneio do que antes,” acrescentou o antigo número um mundial.

Com o relvado de SW19 a prometer um cenário mais favorável para Djokovic do que a exigente terra batida parisiense, o sérvio mantém-se como uma ameaça real na próxima edição do torneio inglês. Embora Sinner seja apontado como favorito, Roddick lembra que o nome de Djokovic está “definitivamente na lista de candidatos.” O reencontro com a glória pode estar mais próximo do que muitos pensam, e a derrota em Roland Garros é apenas um capítulo numa carreira que continua a desafiar o tempo e as expectativas.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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