Casper Ruud é o favorito no roland garros após reviravolta épica

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O Roland Garros 2026 está a transformar-se num autêntico palco de oportunidades inéditas para os tenistas, numa edição marcada por surpresas e ausências que abalaram as convicções dos favoritos. Com Carlos Alcaraz fora da competição e as eliminações precoces de figuras como Jannik Sinner e Novak Djokovic, o caminho está aberto para o surgimento de um novo campeão do Grand Slam. No centro das atenções está Casper Ruud, o norueguês que já conhece bem a pressão das finais em Paris, tendo disputado duas anteriormente, e que agora emerge como um dos principais candidatos ao título, ao lado de Alexander Zverev.

O percurso de Ruud nos primeiros três encontros não tem sido um passeio, exigindo-lhe uma tremenda resistência física e mental. O confronto contra Safiullin, resolvido apenas ao quinto set, foi apenas o início de uma maratona que se prolongou no jogo seguinte contra Tommy Paul. Neste duelo épico, o norueguês protagonizou uma reviravolta impressionante, recuperando de dois sets a zero e impondo-se por 4-6, 6-7(4), 6-4, 7-6(4), 7-5 numa batalha que durou quase cinco horas sob um calor intenso.

Em conferência de imprensa, Casper Ruud partilhou uma análise detalhada da sua prestação e já projetou um olhar confiante para os oitavos de final, onde enfrentará o português João Fonseca, recentemente galvanizado pela vitória histórica sobre Djokovic. “É difícil dizer exatamente qual foi a diferença. Creio que foram uns poucos pontos decisivos. As estatísticas mostram que aproveitei todas as três oportunidades de break que tive, enquanto ele converteu apenas duas em catorze. Foi uma combinação de sorte para mim e azar para ele, mas o ténis é assim mesmo, um desporto muito cruel por vezes. Talvez essa tenha sido a chave do encontro”, explicou o norueguês.

Apesar da exaustiva batalha, Ruud garante sentir-se surpreendentemente bem fisicamente, um factor crucial para o que resta da prova: “Sinceramente, sinto-me muito bem. No final da partida começa-se sempre a sentir alguma fadiga, mas o clima amornou um pouco nos últimos sets, o que ajudou. Amanhã não creio que volte a entrar em court, por isso vou aproveitar as próximas 36 a 40 horas para recuperar ao máximo. Esta é a grande vantagem dos torneios do Grand Slam, ter dias de descanso. Vou guardar toda a energia para domingo.”

Consciente do momento único que está a viver, o ex-número dois mundial revelou a importância da oportunidade: “Este é um torneio muito aberto e isso é estimulante para todos, porque dentro de uma semana teremos um novo campeão de um Grand Slam. Todos os jogadores estão cientes disso. Obviamente, Novak e Jannik eram grandes favoritos, especialmente este último. Vou tentar tirar partido da experiência que acumulei ao chegar longe em grandes torneios e veremos até onde isso me levará. O foco mantém-se em jogar jogo a jogo”, afirmou Ruud, que encara um desafio especial contra João Fonseca: “Tenho pela frente uma batalha incrível contra um jovem talento com muito potencial. Ele já venceu grandes jogadores e sabe o que é necessário para triunfar. A vitória que obteve hoje foi provavelmente a mais importante da sua carreira. Ambos recuperámos de desvantagens de dois sets a zero e acabámos de disputar encontros muito longos. Vou fazer-lhe frente e espero um duelo espetacular. Para além disso, é um rapaz muito simpático, por isso espero uma grande partida.”

A promessa está lançada: o Roland Garros 2026 poderá ser o palco da consagração de Casper Ruud, que apesar das adversidades, demonstra uma determinação feroz e uma fome imensa pelo primeiro título de Grand Slam na sua carreira. Os adeptos do ténis não podem perder um único segundo desta edição, onde a história está a ser escrita à velocidade dos golpes de uma raqueta.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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