A tensão estava ao rubro no Derby della Madonnina, onde o AC Milan levou a melhor sobre o Inter de Milão com um golo de Pervis Estupinan, garantindo uma vitória não só crucial na luta pela liga, mas também aberta a um mar de controvérsias. Após o apito final, os jogadores e a equipa técnica do Inter levantaram a voz contra as decisões do árbitro Daniele Doveri, criando uma onda de descontentamento que promete ressoar nas próximas semanas.
O jogo, que terminou com um 1-0 a favor dos rossoneri, marcou a segunda derrota do Inter frente ao seu rival nesta temporada, estendendo a série de derrotas para sete jogos consecutivos. Apesar da má sorte, a equipa liderada por Cristian Chivu mantém uma vantagem de sete pontos na tabela em relação ao Milan, com apenas dez jogos restantes até ao final da liga. No entanto, essa vantagem foi ofuscada pelas discutíveis decisões de arbitragem que deixaram os nerazzurri indignados.
No coração da controvérsia estava uma alegada mão de Samuele Ricci no último minuto de jogo, que deixou os jogadores do Inter em estado de alvoroço. A bola tocou no braço de Ricci após um desvio de Denzel Dumfries, mas o árbitro considerou que a posição do braço era natural e que a tentativa de Ricci de evitar a mão na bola foi instintiva. Doveri decidiu que o incidente não justificava a marcação de uma grande penalidade, algo que revoltou a equipa do Inter. Chivu, embora frustrado, comentou: “Disseram-me que o VAR analisou a situação, por isso não tenho nada a acrescentar. Estou focado na performance, nas minhas decisões, nos meus erros. Temos 10 jogos pela frente, 30 pontos em disputa, por isso temos que construir sobre o que fizemos até agora.”
Além da apelação do penalti, a frustração do Inter também se estendeu à duração do tempo de compensação, que foi de apenas seis minutos. O assistente de Chivu, Aleksandar Kolarov, expressou a sua insatisfação, sentindo que o tempo não refletia a intensidade e as interrupções da partida. Para agravar ainda mais a situação, antes da apelação de mão, Carlos Augusto encontrou o fundo da rede numa jogada de canto, mas o árbitro já havia interrompido a ação para acalmar um empurrão que ocorria na área.
A crítica à arbitragem não parou por aí. O Corriere dello Sport apontou que Doveri poderia ter mostrado cartões amarelos adicionais durante a partida, incluindo para Estupinan, Adrien Rabiot e Fikayo Tomori, por faltas que passaram despercebidas. Com o clima tenso e as emoções à flor da pele, os nerazzurri precisam agora concentrar-se em recuperar o foco enquanto se preparam para os próximos desafios, tentando deixar para trás as polémicas e reverter a sua sorte nas próximas jornadas da Serie A. O futuro do Inter depende não apenas da sua habilidade em campo, mas também da sua capacidade de superar as adversidades externas que ameaçam desestabilizar a equipa.
