Xavi critica Joan Laporta após despedimento no Barcelona: “falhou-me completamente”

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A tensão no seio do FC Barcelona aumentou drasticamente com as recentes declarações de Xavi Hernandez, ex-jogador e treinador da equipa, que não poupou críticas a Joan Laporta, atual presidente do clube. Com as eleições presidenciais à porta, as palavras de Xavi lançam uma sombra sobre a reeleição de Laporta, que até agora era considerado o grande favorito. Durante uma entrevista explosiva ao La Vanguardia, Xavi não hesitou em apontar o dedo, afirmando que a razão pela qual Lionel Messi não regressou a Barcelona após o final do seu contrato com o Paris Saint-Germain em 2023 se deve diretamente a Laporta.

As acusações de Xavi não pararam por aqui. Ele foi ainda mais longe ao questionar a liderança de Laporta, sugerindo que o verdadeiro poder no clube reside em Alejandro Echevarría, um conselheiro próximo do presidente. “Eu voltei ao Barça como treinador por causa dele [Laporta], mas ele acabou por me falhar. Por quê? Porque me dispensou como treinador sem me contar a verdade, condicionado por uma pessoa que eu acho que está acima do presidente – que é Alejandro Echevarría. Ele é quem me dispensou como treinador”, declarou Xavi.

A frustração de Xavi é palpável. “É assim que este Barça funciona, é praticamente liderado por Alejandro Echevarría. (Laporta) era uma pessoa com quem eu tinha uma relação íntima, de amizade, e por isso ele é talvez a maior desilusão na minha saída do Barça. Ele falhou-me completamente”, afirmou, deixando claro que a sua ligação com Laporta foi fundamental para o seu regresso ao clube.

Xavi também detalhou os contornos que levaram à sua saída como treinador do Barcelona no verão de 2024, um acontecimento que abriu portas à chegada de Hansi Flick. “Em janeiro da minha última temporada como treinador, disse-lhes que a partir de junho não continuaria, para o bem do clube e para o meu bem pessoal. A partir daí, a equipa estava a vencer e isso durou dois ou três meses até perdermos na Champions contra o PSG e na La Liga para o Real Madrid”, explicou.

A pressão sobre Xavi aumentou, com constantes tentativas de convencê-lo a ficar. “Fiz uma reunião cara a cara com Alejandro porque sei que é ele quem decide tudo. Falei com ele sobre as minhas dúvidas, porque me diziam para continuar, mas eu não via isso claramente. Ele disse-me que sim, que estavam a preparar-se para o próximo ano, que o presidente estava ciente disso…”, lembrou Xavi, revelando o clima tenso que envolvia as decisões do clube.

O ponto de viragem foi a eliminação da Champions contra o PSG, um momento que mudou tudo. “Naquele momento, Alejandro ligou-me. Lembro-me porque estava a voltar para casa da escola com as crianças, e ele disse que tínhamos que nos encontrar, que tiveram uma reunião do conselho e a maioria não via a minha continuidade claramente. Ele pediu-me para ir ao centro de treino. Aí, disse-lhe que não havia problema, que já tinha dito que ia sair e que não tinha necessidade de continuar”, concluiu Xavi, deixando um aviso claro sobre a instabilidade que envolve a gestão do FC Barcelona e as suas consequências para o futuro do clube.

As revelações de Xavi não só abalam as fundações da atual administração, mas também deixam os adeptos em estado de alerta, questionando o futuro e a liderança do FC Barcelona numa fase crítica da sua história.

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