Ventos de mais de 130 km/h, alertas automáticos a meio da noite e o fantasma de um tornado a pairar sobre Kansas City: a seleção inglesa continua a viver um verdadeiro filme de terror nos Estados Unidos, onde se prepara para o Mundial 2026. Depois de um tiroteio nas proximidades da sua base, um assalto à carrinha oficial e até um sismo que fez tremer o centro de estágio na Flórida, a equipa de Gareth Southgate foi este sábado aconselhada a permanecer fechada no hotel, após um novo alerta do Serviço Meteorológico norte-americano.
Tudo aconteceu de madrugada, por volta das 02h00 (hora de Portugal Continental), quando todos os membros da delegação inglesa receberam mensagens automáticas nos telemóveis a avisar para a aproximação de uma “trovoada severa” com ventos capazes de provocar estragos sérios. A mensagem, enviada pelo Serviço Meteorológico dos EUA, não deixava margem para dúvidas e recomendava que procurassem abrigo “num edifício resistente, longe das janelas”, perante a possibilidade de um tornado atingir a zona de Kansas City, no Missouri. Meia hora depois, novo alerta, desta vez específico para o condado de Jackson, reforçava a situação de perigo.

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO
Apesar do susto, o ‘The Athletic’ avança que nem o hotel onde está instalada a seleção inglesa nem o campo de treinos sofreram danos com o vento e a chuva intensa. No entanto, a tensão vivida entre os elementos da comitiva foi real, tendo em conta o historial de incidentes desde a chegada aos Estados Unidos. Em menos de uma semana, já houve nove feridos num tiroteio perto da base da equipa, a carrinha oficial foi assaltada – de onde desapareceram chuteiras dos jogadores, restando apenas uma bola – e até um sismo de magnitude 6.1 abalou o centro de estágio na Flórida.
Este acumular de episódios insólitos e perigosos está a transformar a estadia da Inglaterra no Mundial 2026 num autêntico teste à resistência mental e física do plantel. Mais do que preparar a estreia frente à Croácia, agendada para dia 17 de junho às 21h00, Southgate e os seus jogadores têm sido obrigados a lidar com situações de emergência e um ambiente marcado pelo medo e pela incerteza. Esta sucessão de acontecimentos levanta questões sobre a segurança das seleções presentes nos Estados Unidos e poderá obrigar a FIFA e as autoridades locais a reforçarem as medidas de proteção.
Apesar das adversidades, a equipa técnica mantém o foco na preparação desportiva. Questionado sobre o impacto destes episódios, um elemento da seleção inglesa revelou: “É impossível não ficar afectado por tudo o que está a acontecer, mas temos de continuar a trabalhar e a manter a concentração. O mais importante é garantir a segurança de todos”. Este tipo de declarações demonstra o estado de espírito cauteloso mas determinado que reina entre os jogadores.
A pressão sobre a seleção inglesa aumenta à medida que a estreia se aproxima e cresce o escrutínio mediático sobre a resposta da organização do Mundial 2026 a incidentes que, até agora, têm sido mais frequentes do que seria desejável. O plantel inglês, conhecido pela sua competitividade e ambição, terá de mostrar que consegue resistir não só aos adversários em campo, mas também aos caprichos da natureza e à instabilidade fora das quatro linhas.
Nos próximos dias, o principal desafio será recuperar a tranquilidade e garantir que todos os jogadores estão em condições físicas e anímicas para enfrentar uma das fases finais mais imprevisíveis de sempre. Resta saber se, depois de tempestades, assaltos e sismos, a Inglaterra conseguirá finalmente concentrar-se apenas no futebol e dar resposta à enorme expectativa dos adeptos. Para já, todas as atenções estão voltadas para Kansas City, onde cada noite parece trazer um novo enredo digno de Hollywood.
AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI
