Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026

Dupla do Fenerbahçe condenada a pena suspensa por ataque a dirigente do Galatasaray

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Um escândalo sem precedentes no futebol turco agita as redes e os adeptos após dois jogadores do Fenerbahçe serem condenados a penas suspensas por um ataque a um oficial do rival Galatasaray. Nesta quinta-feira, um tribunal de Istambul decidiu que o defesa holandês Jayden Oosterwolde e o médio ofensivo turco Mert Hakan Yandaş, ambos do Fenerbahçe, são culpados de “agressão e lesão corporal”, resultando em penas de 16 meses que não exigem cumprimento imediato, mas que marcam um ponto negro na história do futebol turco.

As acusações surgem após um incidente violento que ocorreu em maio de 2024, logo após um derby de alta tensão entre as duas equipas, onde o Fenerbahçe saiu vitorioso por 1-0. A vítima, Ali Celikkiran, diretor do estádio do Galatasaray, sofreu uma fratura no pescoço, conforme relatado em um laudo médico que foi parte integrante do processo judicial.

As repercussões deste caso não tardaram a ser sentidas, com o Fenerbahçe a optar por não comentar o veredicto do tribunal quando contactado pela AFP. Este silêncio, no entanto, não apaga a indignação que paira sobre os adeptos e analistas desportivos, com muitos a questionar a segurança no desporto e as medidas a serem tomadas para evitar que tais incidentes se repitam.

O contexto deste ataque é ainda mais significativo, dado que o derby de Istambul não é apenas um jogo de futebol, mas uma batalha de titãs que mobiliza milhões de adeptos e gera uma rivalidade feroz. Apesar da vitória do Fenerbahçe, a glória foi eclipsada pela violência que se seguiu, colocando em evidência a necessidade urgente de reflexão sobre o comportamento dentro e fora dos relvados.

Com o Galatasaray a sagrar-se campeão na última jornada da liga, o foco agora recai sobre as consequências que os atos de Oosterwolde e Yandaş poderão ter para o clube e para a imagem do futebol turco. Ciente da gravidade da situação, a federação de futebol da Turquia poderá ser pressionada a implementar medidas mais rigorosas para garantir a segurança de todos os envolvidos, desde jogadores a oficiais e adeptos.

A história continua a desenrolar-se, e as vozes indignadas não vão calar. A comunidade futebolística aguarda ansiosamente por respostas e, mais importante, por ações concretas que assegurem que o desporto continue a ser um símbolo de união e não de violência.

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