André Villas-Boas, o carismático presidente do FC Porto, não se poupou a elogios à performance do árbitro Fábio Veríssimo após a vitória crucial da sua equipa sobre o eterno rival Benfica, na emocionante Taça de Portugal. Em uma cerimónia que homenageou Mateus Mide, um jovem prodígio do FC Porto e campeão mundial sub-17, Villas-Boas aproveitou a oportunidade para comentar sobre o jogo e a atmosfera que se viveu no Estádio do Dragão.
“Foi um jogo extremamente bem jogado, difícil e disputado num ambiente mágico no Dragão, que bem dignificou o espetáculo. Uma arbitragem excelente, sem erros”, afirmou Villas-Boas, destacando a importância do trabalho do árbitro em um encontro de tamanha magnitude. O presidente portista não deixou de mencionar as declarações do seu colega José Mourinho, que questionou a justiça do resultado. “Isso é a interpretação do treinador do Benfica, nada a dizer. Ele tem direito à sua opinião.”
Villas-Boas sublinhou que o jogo foi um marco no calendário do futebol nacional, especialmente ao se tornar o mais assistido em canal aberto neste ano. “Quando se ouve que foi o jogo mais visto em canal aberto este ano, isso marca a diferença para o respeito que estas equipas têm uma pela outra e pelo impacto que têm no futebol nacional”, observou o presidente, reforçando a relevância do duelo entre os gigantes do futebol português.
A questão da presença de Rui Costa, presidente do Benfica, na tribuna também foi abordada. Villas-Boas compartilhou uma recordação do seu primeiro jogo como presidente, que também foi um Benfica-Porto, revelando que se sentou longe do que esperava. “Sei que fui eleito presidente e o meu primeiro jogo foi um Benfica-Porto, destinando-me um lugar diferente do que pensava, na sexta ou sétima fila no Estádio da Luz. O FC Porto retribui ainda melhor com a terceira fila na nossa tribuna presidencial, mas sem qualquer antipatia para com o Rui Costa”, destacou. Ele reconheceu a rivalidade acirrada entre os três grandes do futebol português, mas enfatizou que isso não impede diálogos construtivos sobre questões fundamentais do desporto.
Por último, Villas-Boas não hesitou em comentar os estragos causados no banco de suplentes do FC Porto durante o jogo, que resultaram de incidentes atribuídos aos suplentes do Benfica. “A única coisa que posso constatar são os rasgos no meu banco de suplentes do lado do Benfica, danos sem fim nas bancadas”, lamentou. Ele apelou para que as equipas de segurança e a PSP cuidem adequadamente da segurança e do bem-estar dos adeptos, sem que isso se transforme em um campo de batalha.
O discurso de Villas-Boas, repleto de sentimentos e reflexões sobre a rivalidade histórica, não só reforça sua posição no clube, mas também ressalta a importância de se manter o respeito no desporto, mesmo em meio à rivalidade intensa que caracteriza o futebol português.
