O FC Porto, um dos gigantes do futebol português, levantou recentemente uma intensa polémica ao contestar a decisão da Liga sobre o adiamento do confronto entre Sporting e Tondela. Esta situação, que já agita os bastidores do desporto nacional, revela não apenas a tensão entre clubes, mas também a complexidade das regras que governam a competição.
As declarações provenientes da SAD do FC Porto, liderada por André Villas-Boas, são claras e contundentes. O clube considera a posição da Liga “insustentável” e sem fundamento nos regulamentos em vigor, uma vez que a Liga argumentou que o jogo não foi adiado simplesmente porque ainda não tinha sido marcado. Este raciocínio, segundo os dragões, ignora os artigos 42.º e 46.º do Regulamento das Competições, que estabelecem prazos rigorosos para a realização de jogos reagendados, especialmente nas últimas semanas da competição.
“O entendimento da Liga neste caso não tem qualquer base regulamentar e infringe as próprias regras do organismo”, afirmou a SAD, sublinhando a importância de manter a integridade e a equidade no campeonato. Os portistas argumentam que o calendário é definido desde o início da temporada, e cada jornada tem uma data e hora fixas, o que torna a situação do Sporting-Tondela um caso claro de adiamento, independentemente de qualquer alegação de “jogo não marcado”.
A SAD azul e branca não hesitou em destacar que o conceito de “jogo não marcado” não existe nos regulamentos, e qualquer alteração na data ou na hora de um jogo deve seguir um conjunto específico de regras. Além disso, mudanças impostas por motivos de força maior, como os que podem ter levado ao adiamento de Sporting-Tondela, também devem respeitar os prazos definidos anteriormente.
Os dragões alertaram que a interpretação da Liga poderia abrir uma “Caixa de Pandora”, permitindo que qualquer jogo pudesse ser marcado sem seguir as diretrizes estabelecidas, o que poderia comprometer a verdade desportiva e a integridade do torneio. Assim, a SAD do FC Porto deixou claro que se reserva o direito de agir judicialmente caso a remarcação do jogo não respeite as normas em vigor.
Na recente reunião da Comissão Permanente de Calendários, o FC Porto exigiu que as decisões tomadas fossem formalmente registadas em ata, incluindo a proposta do Sporting para realizar o jogo a 6 de maio, já na fase decisiva da I Liga, e a autorização da Liga para que a partida não fosse jogada na data originalmente estipulada. A tensão entre esses dois rivais históricos promete aquecer ainda mais a competição, à medida que se aproxima a reta final do campeonato.
