Justin Thomas, um dos grandes nomes do golfe mundial, finalmente quebrou o silêncio sobre os desafios que enfrentou durante a sua recuperação de uma cirurgia nas costas, enquanto se prepara para o Masters de Augusta. Após um hiato de 158 dias longe das competições, Thomas voltou em grande estilo, enfrentando três semanas intensas de torneios, mas não sem dificuldades. Com um corte perdido no Bay Hill, um T8 no Players e um T30 no Valspar, o jogador de 30 anos está determinado a encontrar o seu ritmo novamente.
Em declarações à SiriusXM PGA TOUR Radio, Thomas revelou que a sua capacidade de superar adversidades é o que ele considera ser o seu “superpoder”. “Sinto que isso é algo que é meio que o meu superpoder e o que me deu tanto sucesso ao longo da minha carreira,” disse ele, referindo-se à sua habilidade de lidar com a pressão e resistência ao longo de longas competições. À medida que se prepara para o Masters, ele planeia tirar um tempo extra para se recuperar e se concentrar na sua performance.
Recentes estatísticas confirmam a luta de Thomas. Ele ficou 1.064 dias sem uma vitória no PGA Tour entre a vitória no PGA Championship de 2022 e o RBC Heritage de 2025. Reconhecendo que a pressão interna e a falta de descanso foram as principais razões para esse hiato, Thomas agora aborda sua preparação de forma diferente. “É realmente difícil explicar os sentimentos de não competir por tanto tempo e depois voltar, e tantas pequenas coisas que você acaba esquecendo,” acrescentou ele, refletindo sobre a dificuldade de manter a concentração por horas em campos de golfe desafiadores.
A sua performance no Arnold Palmer Invitational foi um claro exemplo dos desafios que Thomas enfrenta. Com duas rodadas de 79, ele terminou com +14, perdendo quase quatro golpes nos greens e falhando cinco putts a menos de três metros. “Eu não conseguia manter a concentração por nada durante a volta final. Tive que parar várias vezes porque simplesmente não sabia o que estava tentando fazer,” admitiu Thomas, revelando a batalha interna com a sua mente e foco.
Por outro lado, no Players, Thomas mostrou sinais de recuperação com duas rodadas de 68, ganhando em todas as categorias e terminando em T8. No Valspar, ele manteve a boa forma, com quatro rodadas abaixo do par, finalizando em T30. Neste momento, ele está classificado em 54º no FedExCup, acumulando 222 pontos em três torneios, e planeia uma pausa estratégica antes do Masters, semelhante ao que fez antes do Hilton Head no ano passado, que resultou no fim de uma seca de vitórias de 1.064 dias.
A cirurgia que afastou Thomas do golfe profissional é uma que Tiger Woods conhece bem. Thomas passou por uma microdiscectomia em novembro no Hospital for Special Surgery em Nova Iorque, um procedimento que Woods já enfrentou várias vezes. Woods teve sua primeira microdiscectomia em 2014 e enfrentou um retorno complicado, algo que repercute nas experiências de Thomas. A primeira volta pós-cirurgia de Woods também resultou em um corte perdido, e o caminho de recuperação de cada atleta é único.
O Florida Swing, tradicionalmente uma fase em que Thomas brilha, viu o jogador conquistar um título no Players em 2021 e um segundo lugar no Valspar em 2025, eventos que ele jogou neste mês. Agora, a expectativa recai sobre as próximas semanas antes do Masters, onde os fãs esperam que Thomas retome o seu lugar entre os melhores do golfe. A capacidade de Thomas de se reerguer após contratempos será testada novamente, e as suas próximas performances serão cruciais para a sua trajetória.
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