David de Gea partilha o seu maior arrependimento no Manchester United

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David de Gea, o ex-guardião da baliza do Manchester United, abriu o coração em uma entrevista reveladora, onde não hesitou em compartilhar os seus sentimentos mais profundos sobre a sua passagem pelo clube. Após uma notável carreira de 12 anos, De Gea não é apenas um nome na história dos Red Devils; ele é uma lenda viva que gravou o seu nome em letras douradas, mas também carrega um peso de arrependimento que não consegue ignorar.

Durante sua impressionante trajetória em Old Trafford, De Gea destacou-se como um dos melhores guarda-redes da história do clube. Com 545 partidas disputadas e 190 jogos sem sofrer golos – ambos recordes para um guarda-redes do Manchester United – ele foi a âncora da equipe em momentos de pressão. A sua contribuição foi vital para que o clube conquistasse a Premier League, a FA Cup, a UEFA Europa League e dois troféus da Carabao Cup. No campo individual, De Gea foi reconhecido com dois prêmios Golden Glove da Premier League e quatro prêmios Sir Matt Busby de Jogador do Ano, votados pelos fãs.

Após uma pausa de um ano como agente livre, o espanhol de 35 anos decidiu assinar com a Fiorentina. No entanto, a nova aventura em Itália ficou longe do sonho, com a equipa a lutar para evitar a despromoção, ocupando atualmente a 16ª posição na tabela, apenas dois pontos acima da zona de descida.

Em conversa com a Gazzetta dello Sport, De Gea refletiu sobre a sua jornada em Manchester e a influência de ícones como Sir Alex Ferguson e Cristiano Ronaldo. “Após 12 anos no United, eu precisava de uma pausa. Foi a melhor decisão da minha vida. Dediquei um ano à minha família e amigos, mas continuei a treinar com um treinador que me apoiou bastante”, confessou De Gea.

Quando questionado sobre o seu maior arrependimento no Manchester United, a resposta foi direta e carregada de emoção: “Perdemos a Premier League no meu primeiro ano quando o City conquistou o título com uma vitória no último minuto, apesar de termos vencido o Sunderland”. Mas nem tudo foi tristeza: “Compensei isso ao ganhar a liga em 2012-13. Cada jogo no United era especial.”

O ex-guarda-redes também não deixou de agradecer a Sanchez Flores, que o lançou no time principal do Atlético de Madrid: “Com ele, vencemos a Europa League e a Supertaça Europeia”. E sobre Sir Alex Ferguson, De Gea foi claro: “Ele foi fundamental para mim, como um pai”.

Em relação a Cristiano Ronaldo, De Gea não poupou elogios: “Cristiano tem algo especial. Tudo nele é incrível: a forma como trabalha, como se cuida, a sua dieta. Não se torna o melhor por acaso.”

Enquanto isso, o Manchester United prepara-se para voltar à ação no dia 13 de abril, recebendo o Leeds United, numa partida que promete ser repleta de emoção e tensão, e onde os Red Devils esperam manter vivo o sonho de voltar ao topo da tabela. A história de De Gea é um lembrete poderoso de que, mesmo entre vitórias, os atletas podem carregar a sombra de uma derrota que os acompanha para sempre.

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