João Cancelo, o talentoso lateral da Seleção Nacional, não escondeu a sua frustração após o empate sem golos contra o México, em um jogo de preparação para o Mundial 2026. O Estádio Azteca, um dos templos sagrados do futebol mundial, foi o cenário onde o jogador destacou a pressão que sente ao representar Portugal, refletindo sobre a importância de controlar o jogo de forma mais eficaz.
“Na minha opinião, jogando por Portugal há sempre pressão. É onde eu mais gosto de jogar. Como já disse, estou a representar os meus pais, os meus amigos, a minha família e acho que todos os meus colegas pensam assim. O Estádio Azteca impressionou-me bastante, fizeram uma cerimónia muito bonita antes de começar e receberam-nos muito bem”, declarou Cancelo, evidenciando a conexão emocional que sente ao vestir a camisola da Seleção.
A análise do jogo foi direta e incisiva. “Temos de controlar mais o jogo. Com os jogadores que temos, temos de controlar muito mais o jogo. Somos uma equipa muito melhor do que o México, temos melhores jogadores do que eles. Acho que ainda sendo um pouco superiores, a meu ver, acho que poderíamos ter feito mais um pouco. Sabe sempre melhor sair com a vitória”, afirmou, sublinhando a necessidade de um desempenho superior para corresponder às expectativas.
O lateral também falou sobre a dinâmica do grupo, enfatizando a qualidade e a competitividade presentes na Seleção: “Este grupo de trabalho é espetacular. Estamos todos ansiosos pelo Mundial, por jogá-lo, por representar as nossas famílias, por dar alegrias aos portugueses, que é o que nós queremos, ainda que às vezes não corra bem. Tentamos dar sempre alegrias aos portugueses, por muitas vezes que nos critiquem, toda a gente quer estar aqui, toda a gente dá o máximo. Se vissem os nossos treinos, é uma competitividade incrível. Temos jogadores fenomenais e o grupo é fenomenal também.”
Sobre a performance do adversário, Cancelo não hesitou em reconhecer a dificuldade que o México impôs: “Foi uma equipa muito física, que nos dificultou muito o nosso jogo. Ganharam muitos duelos, uma equipa muito agressiva, mas acho que podíamos ter feito mais.” Esta reflexão mostra a autocrítica e a ambição do jogador, que está claramente focado em levar a Seleção a novos patamares no próximo Mundial.
Com a expectativa a crescer à medida que o torneio se aproxima, a Seleção Nacional, liderada por Cancelo e seus colegas, terá de mostrar um controle mais eficaz do jogo para conquistar a tão sonhada vitória e trazer alegrias a todos os portugueses. A pressão está em cima, mas a determinação é ainda maior.
Este artigo aparece primeiro em Apito Final.
