Carlos Alcaraz, o jovem prodígio do ténis espanhol, está a enfrentar um momento crítico na sua carreira, e a análise de Greg Rusedski sobre a sua situação promete acender debates acalorados entre fãs e especialistas. O ex-jogador britânico não hesitou em afirmar que Alcaraz tem “jogado um pouco de mais ténis”, sugerindo que o excesso de competição pode ter contribuído para o seu recente desempenho abaixo do esperado. As suas declarações surgem após uma surpreendente derrota por 6-3, 5-7, 6-4 contra Sebastian Korda na terceira ronda do Miami Open, onde o número um do mundo parecia, em determinados momentos, sem soluções para enfrentar o adversário americano.
Rusedski, um respeitado comentador e seis vezes campeão de Grand Slam, não poupou críticas à programação de Alcaraz. O tenista espanhol já tinha visto a sua sequência invicta de 16 vitórias consecutivas ser interrompida na semifinal do Indian Wells Masters, onde perdeu para Daniil Medvedev, o que levantou questões sobre a sua resistência física e mental. “Ele não teve realmente uma época de descanso”, acrescentou Rusedski durante o seu podcast Off-Court with Greg. “Jogou muitas exibições na América e participou em torneios antes do Australian Open, o que o levou a estar constantemente em competição, sem pausa.”
Alcaraz, que terminou a temporada de 2025 com um duelo memorável contra Jannik Sinner na final do Nitto ATP Finals, não perdeu tempo e, apenas três semanas depois, já estava de volta à ação em encontros de exibição. O seu calendário intenso, que inclui partidas contra Frances Tiafoe e Joao Fonseca, levanta a questão: até que ponto o excesso de competições pode ser prejudicial para um atleta?
Rusedski sugere que Alcaraz deve seguir o exemplo de lendas como Roger Federer, que soube equilibrar a sua carreira com um calendário mais controlado. “Federer era um maestro nesse aspecto”, disse Rusedski, sublinhando que o suíço apenas competia em cerca de 12 eventos por ano, conquistando sete deles e mantendo-se fresco para cada um. O ex-jogador britânico defende que Alcaraz deve reduzir o número de exibições e encontrar momentos para recarregar as energias, alertando que mesmo uma pequena diminuição no desempenho pode ser suficiente para que outros tenistas aproveitem.
Com o início da época de terra batida à porta, Alcaraz está agendado para competir no Masters de Monte-Carlo, onde defende um total impressionante de 4330 pontos de ranking. Apesar das recentes derrotas, Rusedski mantém-se otimista quanto ao futuro do jovem tenista. “Estou longe de estar preocupado com ele”, concluiu. “Ele vai tirar algum tempo para descansar e vai estar pronto para competir. Para estes grandes jogadores, tudo se resume a vencer os quatro majors e ele já conquistou o primeiro.”
À medida que a pressão aumenta e a temporada avança, a capacidade de Alcaraz de recuperar e se adaptar às exigências do circuito profissional será crucial. Com a expectativa crescente sobre o seu desempenho nas competições de terra batida, os fãs e críticos estarão de olho para ver se o espanhol consegue encontrar o equilíbrio necessário para retomar o seu caminho triunfante.
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