Mourinho alerta: Portugal é comum sem Ronaldo no campo

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José Mourinho não tem dúvidas: sem Cristiano Ronaldo, a seleção nacional de Portugal parece uma equipa comum, sem os atributos que a tornaram uma potência no futebol mundial. A afirmação do renomado treinador surge após o empate sem golos entre Portugal e os anfitriões do Mundial, o México, num jogo em que a equipa de Roberto Martínez dominou a posse de bola (67%), mas não conseguiu concretizar em golos.

A ausência do artilheiro histórico da seleção, Ronaldo, que foi poupado devido a uma pequena lesão, tornou-se evidente. Mourinho não hesitou em criticar os que defendem que Portugal é uma melhor equipa sem o astro de 41 anos, sublinhando o impacto psicológico que a presença de Ronaldo tem sobre os adversários. “Tirem Cristiano Ronaldo da equação e Portugal parece qualquer equipa banal,” disparou Mourinho. “As pessoas insistem em pedir que não o chamem. Bem, ele não jogou hoje e viram o resultado: sem ameaça, sem medo do adversário. Apenas uma equipa sob pressão do México.”

Além de Mourinho, o ex-atacante francês Thierry Henry também não poupou críticas ao desempenho do ataque português. Sem a figura de Ronaldo, a seleção de Martínez falhou em capitalizar as oportunidades criadas, principalmente por Bruno Fernandes, capitão do Manchester United. “Os avançados têm de se afirmar. O Bruno criou cinco oportunidades, incluindo duas claras, mas Portugal não conseguiu finalizar nenhuma,” lamentou Henry. “Quando tens um médio como ele a criar consistentemente oportunidades, a tarefa para os avançados é simples — meter a bola na rede. Em vez disso, estão a complicar as coisas muito mais do que deveriam.”

A análise de Mourinho e Henry levanta questões sobre a dependência de Portugal em relação a Ronaldo e o futuro da seleção no cenário internacional. Com a próxima fase das competições a aproximar-se, será que a seleção nacional conseguirá encontrar um jeito de se destacar sem a sua estrela maior? O tempo e os próximos jogos dirão se Portugal conseguirá superar esta nova realidade ou se a ausência do seu ícone continuará a ser um fardo pesado.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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