Andrey Rublev revela uso de analgésicos em jogo do monte carlo

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Andrey Rublev protagonizou um drama no Monte Carlo Masters que está a deixar toda a comunidade do ténis em alerta. O atual campeão de 2023 viu a sua campanha na lendária prova do Mónaco colocada em sérias dúvidas após um combate árduo contra o português Nuno Borges, marcado por uma lesão no ombro que o obrigou a recorrer a uma “dose cavalar” de analgésicos para aguentar o embate.

Logo no início do encontro, Rublev foi forçado a um pedido de intervenção médica fora do campo, visivelmente limitado pela dor. Mas foi após o jogo que o russo, com um sorriso amargo, confessou a intensidade do sofrimento: “Não sei como está o corpo, porque tomei uma dose de cavalo de analgésicos e tive um timeout médico. Vamos ver daqui a cinco, seis horas, ou amanhã, como o corpo reage.” Esta revelação coloca um enorme ponto de interrogação sobre a sua condição física para as próximas rondas.

Rublev não escondeu que a dor apareceu bem antes do previsto: “Para ser honesto, começou um pouco mais cedo, só que eu não sentia. Quando voltei da pausa, aos 4-3, ao servir, comecei a sentir.” O tenista detalhou ainda que “depois do primeiro serviço, a dor piorou muito, e após aquela longa troca, estava completamente acabado.” Ainda assim, o lutador de 26 anos destacou a força mental que exibiu para não desistir: “Hoje foi uma vitória mental para mim. Houve um momento em que pensei que estava tudo terminado, mas consegui aceitar e confiar que podia continuar, sem imaginar o pior.”

O próximo adversário do russo será Zizou Bergs, mas a incerteza sobre o estado físico de Rublev paira no ar, deixando os fãs apreensivos. “Consegui acabar o primeiro set e, mesmo a perder no segundo, de repente comecei a sentir-me melhor, lutei mais e consegui vencer,” confessou o tenista.

Esta vitória representa o primeiro triunfo de Rublev num Masters 1000 em 2026, numa temporada que tem sido marcada por eliminações precoces em Indian Wells e Miami, frente a Gabriel Diallo e Alejandro Tabilo, respetivamente. Monte Carlo tem sido um palco de sucesso para ele, com destaque para a conquista do título em 2023, onde derrotou Holger Rune na final. Em 2021, foi finalista, cedendo apenas a Stefanos Tsitsipas, enquanto em 2025 caiu mais cedo contra Arthur Fils.

Mas a verdade nua e crua é que as lesões e doenças têm sido inimigos constantes na carreira de Rublev. Um episódio dramático aconteceu mesmo após a sua épica vitória no Madrid Open em 2024, quando o jogador foi hospitalizado devido a um abscesso na amígdala que quase o impediu de respirar.

“Passei dois dias e meio no hospital… tinha um abscesso na amígdala,” revelou Rublev numa entrevista à Tennis TV. “Foi insano, acordei com a garganta inchada, maior do que devia, e a área onde se respira estava super apertada. A dor era extrema.” A enfermidade afetava funções básicas como respirar e falar, e o tenista descreveu a situação como “a garganta estava numa cor horrível e o mau hálito era indescritível.”

Mesmo assim, Rublev manteve-se firme no torneio, escondendo o sofrimento dos adversários e do público. “Foi difícil suportar. Durante todo o torneio, sentia-me cada vez pior. Assim que terminei a final, de manhã cedo, fomos ao hospital. Depois de meio dia lá, já me sentia melhor, mas nos nove dias seguintes foi uma luta constante.”

Agora, no Monte Carlo Masters, Andrey Rublev volta a enfrentar a dor de frente, munido de uma força mental inabalável e uma “dose cavalar” de analgésicos. A expectativa é enorme para ver se conseguirá recuperar e mostrar o nível que o consagrou como um dos tenistas mais temidos da atualidade. O futuro próximo do russo será decisivo para perceber se poderá continuar a sonhar com mais títulos ou se a sua batalha contra as lesões será mais forte do que a sua vontade de vencer.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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