Jannik Sinner está a dominar o ténis mundial com uma ascensão meteórica que está a deixar todos em choque. O jovem italiano, atualmente a atravessar um momento de forma impressionante, conquistou recentemente a Sunshine double – Indian Wells e Miami Open – sem ceder um único set, uma proeza que o coloca no topo do circuito ATP. Agora, com o ranking mundial número um no horizonte, Sinner inicia a sua campanha no Monte-Carlo Masters com uma vitória contundente sobre Ugo Humbert, mas um aviso severo surge das palavras do lendário Paolo Bertolucci: o ranking não deve ser a sua prioridade.
O percurso de Sinner nos últimos meses tem sido nada menos que extraordinário. No ano passado, o tenista italiano esteve afastado dos courts devido a uma suspensão por doping, o que o impediu de participar em vários torneios importantes, incluindo a Sunshine double e o Masters 1000 de Monte-Carlo, assim como o seu torneio de casa, o Rome Open. Agora, livre de qualquer pressão para defender pontos, Sinner tem a oportunidade perfeita para escalar a classificação ATP sem o peso de resultados anteriores a condicionar o seu desempenho.
Com 2000 pontos ganhos nos Estados Unidos, graças às vitórias em Indian Wells e Miami, Sinner provou que está em plena forma e preparado para alargar o seu domínio ao saibro, uma superfície onde ainda não conquistou um título Masters 1000. Apesar de ter alcançado duas semifinais em Monte-Carlo e ter chegado à final do Rome Open no seu regresso no ano passado, o título em terra batida ainda lhe escapa. A sua épica batalha em Roland Garros contra Carlos Alcaraz, onde desperdiçou três match points, mostra que está à beira de um grande feito e determinado a conquistar a glória no saibro.
No entanto, o alerta chega de Paolo Bertolucci, antigo ícone do ténis italiano, que aconselha Sinner a manter a cabeça fria e a focar-se no seu jogo, não no ranking. “Jannik está muito confiante depois das suas vitórias em Indian Wells e Miami, embora possa estar um pouco cansado,” explicou Bertolucci à La Gazzetta dello Sport. “A decisão de jogar em Monte-Carlo não foi óbvia, teve apenas alguns dias para encontrar o momento ideal e aperfeiçoar a sua técnica, elementos fundamentais no saibro. Monte-Carlo vai também permitir-lhe afinar detalhes, sabendo que o seu verdadeiro objetivo é Roland Garros.”
Bertolucci reforça que a obsessão pelo número um mundial é exagerada e que o mais importante é terminar o ano no topo. “O ranking número um mundial é apenas uma consequência dos resultados,” afirmou. “Não acho que seja tão importante. O que realmente conta é acabar a temporada no topo da ATP, pois isso traz também benefícios financeiros e de patrocínio. Ninguém pode ser número um durante toda a época, e todo este frenesim em torno do ranking é infundado.”
O crescimento de Sinner é inequívoco e a sua rivalidade com Carlos Alcaraz elevou o nível do ténis mundial a patamares nunca antes vistos, com duelos épicos que capturam a atenção dos fãs. Bertolucci destaca que a evolução do jovem italiano tem sido marcada por melhorias subtis, mas decisivas. “Jannik tem crescido claramente. Semana após semana, acrescenta algo ao seu jogo,” explicou. “São detalhes, subtilezas que nem sempre são visíveis, mas é uma melhoria constante no seu arsenal técnico.”
Um exemplo claro dessa evolução é o seu serviço, que há dois anos era alvo de dúvidas. “Se lembrarmos o serviço dele há dois anos, muitos duvidavam do seu potencial… Mesmo assim, dizíamos para ter calma: o movimento era bom, o timing era bom, o lançamento da bola também. Era só uma questão de tempo e trabalho. Poucos acreditavam. Agora, é um serviço espetacular.”
No arranque do Monte-Carlo Masters, Sinner não teve dificuldades para esmagar Ugo Humbert, dominando 10 dos últimos 100 jogos e garantindo a passagem à segunda ronda. Alcaraz também brilhou, com uma vitória convincente sobre Sebastian Baez, deixando antever um possível duelo entre os dois gigantes do ténis já em 2026. Este confronto promete ser um dos momentos mais aguardados do circuito, um verdadeiro espetáculo para os fãs e um teste de fogo para a supremacia no ténis mundial.
Jannik Sinner está a preparar-se para um período eletrizante, com a ambição de conquistar quatro Masters 1000 consecutivos sem perder um set, e a lição de Bertolucci ecoa forte: o sucesso será consequência da sua dedicação e resultados, não da pressão do ranking. O futuro do ténis italiano brilha intensamente, e o mundo inteiro está a assistir.
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