Luciano Darderi admite fraqueza mental após derrota em monte-carlo

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Luciano Darderi, promessa italo-argentina del ténis, vive um momento delicado após uma derrota amarga no Masters 1000 de Monte-Carlo. Depois de uma semifinal em Marrakech que prometia ascensão, o jovem de 24 anos caiu logo à primeira ronda, surpreendido pelo sólido Hubert Hurkacz. Um início de temporada em terra batida na Europa que deixa muito a desejar e levanta questões sobre o seu estado mental e capacidade de competir ao mais alto nível. Mas Darderi não se esconde e assume a responsabilidade numa conferência de imprensa reveladora.

“Ele é um jogador que pressiona imenso no serviço. Hoje jogou a um nível altíssimo, enquanto eu comecei muito tenso e isso deu-lhe muita confiança. No início foi difícil, depois consegui entrar no jogo, no segundo set até estive a ganhar 4-1, 40-0, mas acabei por complicar tudo. A partir da quebra no terceiro set, ele foi melhor do que eu. Aquele foi o momento decisivo do encontro”, analisou o tenista, numa autópsia sem rodeios ao seu desempenho.

Apesar da queda, Darderi garante não existir qualquer problema físico grave: “Torci ligeiramente o joelho, mas não foi nada sério. Esse não foi o motivo da derrota.” O que caiu mesmo a pique foi o seu equilíbrio emocional, algo que o próprio reconheceu com frontalidade: “Não é habitual perder o controlo assim, mas senti que estava a fugir-me o jogo. Ele serve sempre acima dos 200 km/h, sem ritmo, e se não és sólido, quando ele te quebra é muito difícil recuperar.”

A autocrítica é dura, mas o tenista mantém a esperança e a determinação para dar a volta por cima: “Vou recuperar-me, preciso de mais jogos em terra batida e as coisas vão melhorar. Perdi contra um bom jogador, não contra um qualquer.” A confiança nas suas qualidades na superfície é evidente, mesmo depois de ter entrado no top 20 mundial.

Darderi sabe que o maior desafio está na experiência: “Ainda me falta rodagem em torneios maiores, onde a ansiedade é maior. Nos Grand Slams, que são à melhor de cinco sets, já consegui jogar bem, porque há mais tempo para me adaptar. Nestes Masters 1000, tens menos tempo, mais pressão e menos margem de erro.” Resta ao jovem italiano-argentino usar estas lições para se tornar um verdadeiro gigante na terra batida europeia.

Na próxima semana, a oportunidade de redenção estará no ATP 500 de Munique, onde Luciano Darderi espera mostrar que esta derrota é apenas um percalço na sua ainda promissora carreira. O mundo do ténis vai estar atento.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.


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