Alexander Bublik Abala o Mundo do Ténis com Declarações Explosivas: “Adeus? Seria um Desastre Total!”
No circuito do ténis profissional, poucas vozes conseguem ser tão diretas e surpreendentes como a de Alexander Bublik. O tenista cazaque, atualmente entre os melhores do mundo, não hesitou em desmentir qualquer ideia de uma despedida em grande estilo, afastando-se do molde tradicional que figuras como Gael Monfils e Stan Wawrinka têm seguido. E fez isso numa conferência de imprensa em Monte Carlo, logo após uma vitória épica contra o próprio Monfils, que se despediu do público do Principado.
Bublik não se poupou nas palavras, confirmando que uma “temporada de despedida” não faz parte dos seus planos. “Falámos sobre isso recentemente, mas para mim seria um desastre. Quando me divirto, é porque estou a jogar ténis à minha maneira, a bater um rovescio a uma mão no meio do court. Em Miami, quando chovia, eu era o único a treinar na chuva, porque gostava de bater a bola em velocidade reduzida. Ria-me disso com o meu treinador”, revelou o tenista de 28 anos, que atravessa um dos melhores momentos da carreira, tendo mesmo entrado para o top 10 mundial — posição que perdeu recentemente devido à ascensão meteórica de Daniil Medvedev.
A razão? Bublik é categórico e não tem dúvidas: “Uma temporada de despedida seria um desastre porque acabaria por ser derrotado por qualquer jogador. Prefiro jogar algumas exibições nos courts mais importantes da minha carreira. Porque, sinceramente, conseguem imaginar-me aos 37 anos a lutar contra um espanhol de 20 anos na terra batida? Seria uma série horrível de derrotas”.
O respeito e a emoção também estiveram presentes nas suas palavras dedicadas a Gael Monfils, seu adversário e amigo de longa data: “Tenho muitas memórias com o Gael, especialmente daqueles encontros nos Grand Slams em que ele me venceu de forma esmagadora (risos). Nesta partida, no entanto, não me ri nada porque sabia que se perdesse a concentração sequer por um momento, o Gael aproveitaria. A missão hoje era dar tudo e vencer. Foi bastante emocionante, pois há 10 anos eu era sparring do Gael e do Grigor; jogava muito com eles. Uma década depois, estar aqui a jogar contra ele na sua última temporada, num jogo assim, é simplesmente fantástico”.
A ligação à comunidade local também foi destacada: “Vivo em Mónaco há alguns anos e conheço muita gente. Estou feliz por começar a temporada em terra batida desta maneira, num palco tão emblemático”.
Alexander Bublik confirma, assim, que não está para despedidas melancólicas nem para se render ao peso dos anos. Pelo contrário, o cazaque promete continuar a lutar e a surpreender, mantendo o seu estilo irreverente e apaixonado pelo jogo. Uma coisa é certa: o circuito ainda vai ouvir falar muito dele, e não será numa tour de despedida, mas sim no auge da sua capacidade competitiva. A temporada promete!
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