Num desfecho absolutamente eletrizante na última jornada da Premier League 2025/26, o Sunderland consumou um regresso de sonho à elite do futebol inglês ao garantir um lugar na Liga Europa com uma vitória dramática sobre o Chelsea no Stadium of Light. Os Black Cats, liderados pelo treinador Regis Le Bris, bateram os Blues por 2-1, um resultado que não só lhes valeu a qualificação europeia como também deixou o Chelsea de fora de todas as competições continentais na próxima época.
A pressão era imensa para o Sunderland, que precisava não só de vencer como também de contar com um deslize do Brighton. A conjugação de um triunfo caseiro e a derrota dos Seagulls frente ao Manchester United catapultou os anfitriões para o sétimo lugar, uma verdadeira façanha para uma equipa recém-promovida. O primeiro golo surgiu aos 25 minutos, quando Trai Hume aproveitou uma assistência de Luke O'Nien para encostar uma bola que ultrapassou o guarda-redes Robert Sánchez. O domínio dos Black Cats foi claro durante grande parte da primeira parte, com o Chelsea a parecer incapaz de gerir a pressão.
O segundo golo, aos 50 minutos, foi um autogolo de Malo Gusto, que culminou numa jogada confusa depois de uma tentativa falhada de Brian Brobbey. A explosão de alegria no Stadium of Light foi tanta que as barreiras publicitárias chegaram a cair, enquanto os adeptos celebravam em êxtase. Ainda assim, o Chelsea reduziu aos 56 minutos com um remate certeiro de Cole Palmer, que terminou um jejum de 14 jogos sem marcar, reacendendo brevemente esperanças de um empate. Porém, o momento decisivo chegou pouco depois, aos 62 minutos, quando Wesley Fofana viu o cartão vermelho por acumulação, complicando ainda mais a vida aos visitantes.
No final, os cânticos emocionados, incluindo uma versão sentida de “Can’t Help Falling in Love”, ecoaram pelo estádio, simbolizando a magnitude do feito alcançado pelo Sunderland, que não disputava uma competição europeia desde 1974. Já o Chelsea encerra a temporada num dececionante décimo lugar, o seu pior resultado desde 2022/23.
Nas declarações pós-jogo, Regis Le Bris mostrou-se radiante: “Este 24 de maio é um dia perfeito. Quando pensamos na última temporada e agora na Liga Europa, parece uma loucura, mas revela a consistência do clube. Trabalhar em equipa, com união e foco, permite fazer coisas excecionais. Temos de recuperar rapidamente e preparar-nos para os desafios da próxima época na Premier League, com a mesma mentalidade. A festa? Provavelmente, sim.”
O capitão do Sunderland, Granit Xhaka, não conseguiu esconder a emoção: “Não tenho palavras. É inacreditável. Semana após semana, dia após dia, o esforço de todos no clube foi enorme. Estou muito grato. Conseguimos algo que ninguém acreditava.”
Do lado do Chelsea, o treinador interino Calum McFarlane admitiu a ambição: “Queríamos vencer hoje, mas não conseguimos. É um resultado difícil de digerir, sobretudo porque a equipa não mostrou a determinação necessária para garantir a Europa.”
Este confronto épico ficará para sempre marcado na história do Sunderland, que não só confirmou o seu lugar na elite como também lançou uma advertência clara a todos os gigantes do futebol inglês: os Black Cats estão de volta, e com sede de glória europeia.
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