Zverev surpreende em monte-carlo e avança para os quartos de final

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Alexander Zverev luta para encontrar o seu melhor nível no Masters de Monte Carlo, mas avança com resiliência e promete crescer

Alexander Zverev está a dar que falar no Masters de Monte Carlo, mas não pelo seu rendimento perfeito – antes pelo seu espírito combativo e capacidade de melhorar jogo após jogo. O tenista alemão garantiu a sua presença nos quartos-de-final do torneio, mas não esconde que ainda está longe da sua melhor forma. Em declarações exclusivas ao Tennis Channel, Zverev foi direto e honesto: “Ainda não estou a jogar bem aqui em Mónaco, mas estou nos quartos-de-final, e isso é o que importa neste momento.”

Depois de uma batalha intensa em três sets no dia anterior, Zverev confessou que a sua exibição melhorou claramente nesta ronda. “Ontem não joguei nada bem, mas hoje consegui jogar muito melhor. Estou mesmo ansioso para o jogo de amanhã.” E o que mudou? O forehand, especialmente em momentos cruciais do segundo set, foi a chave. “No saibro, o forehand é provavelmente o golpe mais importante de todos. Preciso de ritmo neste golpe e de tempo para o aprimorar. Quanto mais jogar no saibro, melhor vai ficar. Hoje foi bem melhor do que ontem, e isso deixa-me feliz por estar na direção certa.”

O alemão não tem apenas confiança nos seus golpes, mas também na sua capacidade estratégica. Na ronda anterior, recuperou de uma posição complicada, mostrando frieza e inteligência para virar o resultado. “O meu adversário joga muito bem de fundo, mas o serviço dele não é forte. Sabia que teria chances de quebrar o serviço dele. E assim foi: ele começou a sofrer fisicamente e a cometer erros quando teve de fechar o set contra um top 3 do mundo.” Zverev aproveitou essas falhas: “Ele fez uma dupla falta e um erro fácil de forehand. Eu joguei três jogos quase perfeitos para ganhar o encontro.”

Surpresa com o apoio do público, mas realista quanto às preferências da assistência

Apesar de estar a jogar praticamente em casa – Monte Carlo é para Zverev quase um reduto pessoal –, o germânico admite que não sente o mesmo carinho do público que outros jogadores, nomeadamente Jannik Sinner. “Não recebo tanto amor como o Sinner, mas a maior parte da plateia é italiana, por isso é normal.” Ainda assim, Zverev valoriza o conforto de estar na sua própria cidade, a dormir na sua cama e a desfrutar do seu apartamento. “É especial.”

O ritmo exigente do torneio, com jogos consecutivos, não parece ser um problema para Zverev ou para a sua geração. “Estamos habituados a isso. Os jogadores mais velhos cresceram sempre a jogar assim, sem eventos de duas semanas, exceto Indian Wells e Miami. Para nós, isto é normal.” Além disso, o formato de melhor de três sets agrada-lhe, pois evita desgaste físico excessivo e permite manter a intensidade.

O próximo desafio para Zverev é um duelo nos quartos-de-final contra o jovem e promissor brasileiro João Fonseca, uma estreia absoluta entre ambos. O alemão está entusiasmado e alerta para o talento do adversário: “É um jovem talento em ascensão de quem todos falam. Acho que vai ser um grande jogador, vai estar entre nós muitos anos, provavelmente mais do que eu, porque sou dez anos mais velho.”

A mensagem de Zverev é clara: apesar das dificuldades, a sua ambição é continuar a crescer, a melhorar e a fazer com que a sua performance no saibro de Monte Carlo seja cada vez mais sólida e competitiva. A batalha continua, e a promessa é de que vai dar luta até ao último ponto.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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