Max Homa lança taco após criticar jogadores ‘mimados

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Max Homa explode de raiva no RBC Heritage e lança taco, dias depois de criticar jogadores ‘mimados’ que fazem o mesmo

ETHILTON HEAD ISLAND, S.C. – Num momento que promete dar que falar no mundo do golfe, Max Homa, um dos nomes mais falados do circuito, protagonizou uma cena explosiva no último dia do RBC Heritage. Apesar de ter registado uma ronda final sólida com 2 abaixo do par (69), foi o lançamento do seu taco que roubou todas as atenções e reacendeu o debate sobre o comportamento dos profissionais em campo.

No domingo, Homa viu a sua tentativa de escapar de uma zona arenosa rodeada por árvores virar um pesadelo. Visivelmente frustrado, lançou com força o seu taco no chão, gesto que rapidamente entrou em contradição com as suas declarações públicas feitas poucos dias antes. Durante uma conferência de imprensa na quarta-feira anterior ao torneio, Homa criticara duramente o comportamento de jogadores como Sergio Garcia, que no Masters foi penalizado por partir o driver em fúria. “Não gosto quando as pessoas partem tacos. Não gosto quando batem no campo de golfe porque todos nós temos que jogar nele, e partir tacos faz-nos parecer muito, muito mimados,” afirmou Homa, sublinhando que tenta sempre evitar essas explosões. “Quando acontece, fico muito chateado comigo mesmo porque somos muito sortudos por jogarmos onde jogamos, e acho que é uma má imagem. Mas é um jogo muito frustrante, e isso acontece.”

Contudo, no último domingo, foi o próprio Homa quem não conseguiu controlar as emoções diante das câmaras. “Não sei exatamente onde traçaria essa linha, mas definitivamente bater no campo de golfe seria algo a evitar, pois os outros têm de jogar nele. É uma questão difícil porque é muito subjetiva. Se faço algo e ninguém vê na TV, é avaliado de forma muito diferente do que quando está diante de todos,” explicou o jogador, tentando justificar a sua reação.

Homa, conhecido também por usar linguagem pouco própria em campo, não escondeu que o seu vocabulário inclui algumas palavras fortes, embora tente evitar que crianças as ouçam. “Digo muitos palavrões, mas tento muito não fazê-lo quando há crianças por perto. Acho que é uma questão de estar consciente do ambiente. Não digo que nunca tenha errado,” confessou.

Esta não é a primeira vez que Homa perde a cabeça em competição com as câmaras a registar. No PGA Championship do ano passado, o norte-americano já tinha mostrado sinais de frustração extrema lançando um taco. Já Sergio Garcia, que viveu a polémica após partir o seu driver no Masters, teve de jogar o resto da final sem o equipamento principal e pediu desculpas dias depois.

No RBC Heritage, Homa terminou no 70º lugar empatado, numa prova que ficará marcada tanto pelo seu desempenho como pelo seu comportamento explosivo. Para o jogador, a mensagem é clara: “Queremos inspirar a próxima geração a ser melhor do que nós, por isso precisamos ser responsabilizados e manter um padrão mais elevado.”

Esta situação coloca novamente em debate o limite entre a pressão competitiva e o comportamento exemplar que os profissionais de golfe devem manter em campo, especialmente quando as câmaras e os milhões de fãs estão atentos. Max Homa está no centro desta polémica, com um gesto que certamente vai ser recordado e discutido nos próximos dias.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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