Num espetáculo de cortar a respiração no Hampden Park, o Celtic destruiu o St Mirren com um avassalador desempenho em prolongamento, marcando quatro golos e assegurando uma vitória épica por 6-2 na meia-final da Taça da Escócia. Este triunfo explosivo coloca os Hoops frente a frente com o Dunfermline na final, um duelo que promete incendiar os relvados escoceses no próximo mês.
O arranque do jogo foi um verdadeiro choque para os adeptos do St Mirren. Logo no primeiro minuto, Daizen Maeda aproveitou um erro capital do guarda-redes suplente dos Saints, Ryan Mullen, que pouco depois teve de sair lesionado, dando lugar ao jovem de 17 anos, Grant Tamosevicius, a fazer a sua estreia. O Celtic não deu tréguas, e pouco antes do intervalo, o lateral-direito Anthony Ralston ampliou para 2-0, deixando a equipa de Paisley com uma tarefa hercúlea.
Mas o St Mirren mostrou garra e nunca desistiu. O avançado Mikael Mandron reduziu a desvantagem e, nos instantes finais do tempo regulamentar, marcou o golo do empate, levando a partida para um prolongamento eletrizante.
Foi neste momento que o Celtic revelou toda a sua classe e capacidade de fogo. Em apenas seis minutos, Kelechi Iheanacho, com dois golos, intercalados com um remate certeiro do suplente Luke McCowan, e um toque final de Benjamin Nygren, aniquilaram as esperanças do St Mirren, num autêntico festival de golos que selou o apuramento para a final da Taça.
Martin O’Neill, treinador do Celtic, não escondeu a emoção e admiração pelo que a sua equipa conseguiu: “Se é possível dizer que gostei, gostei dos últimos três minutos do prolongamento. Foi um jogo duro, realmente complicado. Mesmo com o 2-0, parecia que não conseguiríamos segurar o resultado. No final, sentíamos que eles podiam marcar um segundo golo, como aconteceu. Mas encontrámos algo extra no prolongamento, e o golo do Iheanacho virou o jogo para nós de imediato.”
Este encontro marcou também a antecipação de um duelo histórico na final da Taça, onde O’Neill defrontará o seu antigo capitão Neil Lennon, treinador do Dunfermline, equipa da segunda divisão escocesa que eliminou o Falkirk numa dramática decisão por penáltis após um empate a zero.
Com este espetáculo de futebol, o Celtic reafirma a sua ambição e poderio na Taça da Escócia, lançando um aviso claro a todos os rivais: a luta pelo troféu está mais intensa e imprevisível do que nunca. Prepare-se para uma final que promete ser inesquecível!
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