Jessica Pegula desiste do torneio do Queen’s club em dia de surpresas

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A estreia de Jessica Pegula na edição renovada do Queen’s Club Championships ficou por realizar, numa decisão que agita o arranque da temporada de relva. A número cinco mundial, que atravessou um início de 2026 impressionante, optou por adiar o início da sua preparação para a relva, retirando-se do prestigiado torneio londrino. Um choque para os adeptos e para o circuito, numa altura em que o seu calendário prometia continuar a impressionar.

Pegula, que já colecionou resultados de topo esta época – incluindo uma semifinal no Australian Open e a conquista do seu quarto título WTA 1000, no Dubai Duty Free Tennis Championships –, viu a sua trajetória ser interrompida por derrotas inesperadas no saibro, como a eliminação precoce em Madrid frente a Marta Kostyuk e a pesada derrota contra Iga Swiatek em Roma. O desaire na primeira ronda de Roland Garros, onde não sofria uma eliminação tão precoce desde 2020, levou-a a reavaliar a sua estratégia para a temporada de relva. Com Roland Garros a prolongar-se, Pegula decidiu que faria a sua estreia na relva em Berlim, em vez de Londres, focando-se na defesa do título no Bad Homburg Open e na busca de redenção em Wimbledon, onde sofreu uma eliminação surpreendente logo na primeira ronda em 2025.

A sua retirada do Queen’s Club é parte de um fenómeno maior, com várias desistências a abalar o torneio WTA 500. Hailey Baptiste, vítima de uma grave lesão em Roland Garros, viu a sua temporada terminar abruptamente, impossibilitando a sua presença em Londres. A número 12 mundial, Linda Noskova, também preferiu adiar o início da sua campanha na relva. Ao mesmo tempo, Cristina Bucsa, Zheng Qinwen e Karolina Pliskova tinham inicialmente assegurado presença, mas Bucsa retirou-se, abrindo portas a Alexandra Eala num cenário marcado por uma sucessão de entradas e saídas caóticas.

Entre as confirmações, destaca-se a inclusão tardia da número dois mundial Elena Rybakina, assim como a presença de outras estrelas do top 10 como Amanda Anisimova e Victoria Mboko. Figuras como Belinda Bencic, Iva Jovic e Leylah Fernandez também marcam presença, prometendo um torneio competitivo apesar das ausências. Jogadoras que protagonizaram campanhas duras em Roland Garros, como Marta Kostyuk, Diana Shnaider, Anna Kalinskaya e Sorana Cirstea, ponderam ainda a sua participação, numa altura em que o desgaste físico e mental pesa sobre as decisões para a temporada de relva.

O Queen’s Club Championships vê-se assim fragilizado por estas desistências, mas mantém-se um palco de grandes emoções e surpresas para a transição do saibro para a relva. A ausência de Pegula, em particular, deixa um vazio notório, mas também abre a porta a outras protagonistas para brilharem antes do arranque do Grand Slam britânico. O que está em jogo é mais do que pontos no ranking: é a oportunidade de afirmar a supremacia na superfície mais exigente do circuito. E todos os olhos estarão em Londres para ver quem aproveita esta reconfiguração do plantel para conquistar o prestigiado troféu.

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