V. Guimarães sofre derrota pesada com falhas defensivas em alvalade

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O Vitória de Guimarães foi esmagado em Alvalade pelo Sporting, num resultado que deixa marcas profundas na equipa e na sua estrutura técnica. Após o claro 5-1 sofrido frente aos leões, Carlos Soares, adjunto do treinador Gil Lameiras, não esconde a brutalidade da derrota e a frustração com a falta de consistência defensiva que voltou a aflorar numa partida decisiva.

Soares foi categórico na análise: «É uma derrota pesada. No ADN deste clube está jogar em qualquer campo para ganhar. Entrámos bem, conseguimos ter bola, mas o Sporting nas duas oportunidades acaba por fazer 2 golos. A partir daí deixámos de existir. É importante perceber isso para melhorar.» Esta declaração revela um Vitória que se desmoronou perante a eficácia leonina, que resolveu a questão ainda na primeira parte, dificultando qualquer tentativa de reação.

O adjunto não poupou críticas à forma como a equipa perdeu o controlo do jogo: «Fomos depois feridos com um golo em cima do intervalo. Um 2-0 é sempre enganador e abre perspetivas para a segunda parte, mas aquele golo condicionou. A primeira grande oportunidade da segunda é nossa. O que fica é um resultado pesado. Erros que temos vindo a melhorar… hoje voltámos a não ter a consistência defensiva.» Para Carlos Soares, a mensagem é clara: «Faltam 2 jogos e neste clube todos os jogos são para ganhar.»

Quando questionado sobre a possibilidade de alterar a postura tática e baixar as linhas perante a pressão do Sporting, Soares reafirmou a identidade do Vitória: «Não. Num clube grande como o Vitória, o ADN é sempre jogar para ganhar, querer assumir o jogo com bola. Quando a pressão foi batida tivemos dificuldade em controlar roturas, bolas entre linhas. Fica difícil e são aspetos que queremos melhorar.» Esta resposta evidencia a ambição do clube, que não abdica de uma filosofia ofensiva, mesmo frente a adversários de topo.

Soares reforçou ainda a importância do rigor e dedicação nos treinos para que a equipa recupere a sua estabilidade defensiva: «Foram aspetos que melhorámos e que trouxeram consistência, mas neste nível temos que ser exigentes em cada treino. Temos que trabalhar com rigor e empenho.»

O adjunto deixou uma mensagem direta para as últimas jornadas da temporada: «É a mensagem que se passou para o jogo com o Tondela. A mensagem foi que neste clube joga-se sempre para ganhar e dar outra imagem, que não podemos fazer outras coisas que não trabalhar no dia a dia com rigor e empenho. Nos últimos 5 jogos, tivemos um empate nas Aves. Agora tem que ser dar outra imagem.»

Do lado dos jogadores, a desilusão também foi visível. O médio português do Vitória não escondeu o impacto negativo da goleada sofrida em Alvalade, refletindo o sentimento geral de um grupo que ainda luta por uma recuperação moral e desportiva.

Este resultado pesado e a análise crua do adjunto Carlos Soares colocam o Vitória de Guimarães sob pressão máxima para as últimas partidas da época, onde a exigência de resultados positivos e a necessidade de mostrar caráter serão imperativos para salvar uma temporada que, até agora, tem sido marcada por altos e baixos. A filosofia de atacar sempre, mesmo diante dos clubes mais fortes, mantém-se, mas é urgente corrigir as fragilidades defensivas para evitar novas humilhações. O futuro imediato do Vitória passa por trabalho intenso, concentração máxima e uma vontade inabalável de reerguer o clube perante os adeptos e o país.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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