A pressão era sufocante. O Sporting precisava de uma vitória convincente para encostar novamente ao Benfica na luta pelo segundo lugar, num momento em que as dúvidas e fantasmas dos jogos recentes ainda pairavam sobre Alvalade. Contra um Vitória de Guimarães cheio de coragem, os leões não deram hipóteses: cinco golos de excelência para varrer qualquer sombra de instabilidade e reafirmar o seu poder na Liga.
Desde o apito inicial, o Vitória entrou destemido, como se jogasse em casa, com Diogo Sousa e João Mendes a testarem a baliza de Rui Silva. Mas o Sporting não se deixou intimidar. Aos 9 minutos, num lance que desatou os nós na cabeça dos jogadores e adeptos, Pedro Gonçalves executou um cruzamento perfeito para Luis Suárez, cujo desvio de Gonçalo Inácio fez a bola beijar as redes – primeiro remate, primeiro golo. O alívio sentiu-se no ar, como se o fantasma dos últimos jogos contra Aves SAD e Tondela tivesse finalmente sido exorcizado.
A resposta dos leões foi brutal. Aos 23 minutos, um lançamento longo de Charles caiu no círculo central, onde a bola passou por várias cabeças e pés, numa jogada de magia coletiva: Gonçalo Inácio, Morita, Francisco Trincão, Luis Suárez, Morita outra vez, até Daniel Bragança, que finalizou com uma “chapelada” a Charles. O 2-0 era um aviso claro: o Sporting estava de volta e com fome de golos.
O Vitória não se entregou, mostrando qualidade e intensidade, mas o Sporting controlava as operações, sobretudo pelas alas. Catamo continuava em destaque, um verdadeiro tormento para a defesa vimaranense. Antes do intervalo, o Sporting ainda ameaçou ampliar a vantagem, com Bragança, Trincão e Miguel Nogueira a criarem ocasiões perigosas, mas o guardião Charles esteve sempre atento.
No minuto final do primeiro tempo, um lance decisivo: Maxi Araújo marcou após um lançamento longo de Debast, mas o golo foi inicialmente anulado por fora de jogo. O VAR entrou em cena e confirmou o lance, validando o 3-0 ao intervalo. Um feito: o Sporting alcançava o terceiro golo no intervalo pela terceira vez na Liga, um sinal inequívoco de força e eficácia.
No segundo tempo, Rui Borges tentou mexer no Vitória, trocando Morita por Luis Guilherme e recuando Pedro Gonçalves para a médio. Do lado do Sporting, Gil Lameiras respondeu com a substituição de Diogo Sousa por Gonçalo Nogueira. O Vitória quase reduziu logo aos 50 minutos, mas Nogueira falhou o alvo, mantendo o zero na baliza do Sporting.
A resposta dos leões foi devastadora. Gonçalo Inácio lançou Pedro Gonçalves, que isolou Luis Suárez para o quarto golo, aos 61 minutos. O jogo estava praticamente decidido, mas o Sporting não abrandou. Com mais substituições a mexer no onze vimaranense, o Sporting reforçou o domínio, com Nuno Santos a entrar para o lugar de Geny Catamo aos 70 minutos.
A cereja no topo do bolo surgiu aos 74 minutos, quando Luis Suárez assistiu Luis Guilherme, que, partindo da direita, aproveitou a falha defensiva do Vitória para fazer o quinto golo. Para lá dos 15 minutos finais, o jogo já só tinha uma ideia: a de um Sporting avassalador, que espantou fantasmas e voltou a mostrar por que continua a lutar pelo lugar cimeiro da Liga.
Esta exibição de luxo deixa claro que o Sporting está mais forte do que nunca, preparado para enfrentar qualquer adversário e decidido a não ceder terreno. Uma noite para recordar em Alvalade, onde os grandes golos serviram para afastar definitivamente os fantasmas do passado recente.
Este artigo aparece primeiro em Apito Final.
