Coco Gauff desabafa após derrota dolorosa na final do Open de Itália: “Isto magoa, mas vou melhorar”
Num dos encontros mais emocionantes do calendário do ténis feminino, Coco Gauff viu o seu sonho do título no WTA 1000 do Open de Itália esfumado diante de Elina Svitolina, número 10 mundial, que venceu por 6-4, 6-7(3), 6-2 no emblemático Foro Italico, em Roma. Aos 22 anos, a jovem americana, já duas vezes campeã de Grand Slam, não conseguiu conquistar o título que lhe escapara também na final do ano passado contra Jasmine Paolini.
Na sequência da derrota, Gauff usou as redes sociais para deixar uma mensagem carregada de emoção e aprendizagem: “Ughhhhh, esta derrota magoa… mas aprendi muito e vou melhorar por causa disto. Obrigada pelas duas últimas semanas, Roma.” Estas palavras revelam a vulnerabilidade e a determinação de uma atleta que encara cada revés como uma oportunidade para crescer.
Durante a conferência de imprensa pós-jogo, Coco foi clara e autocrítica:
– “Foi um jogo do qual aprendi bastante. Criei muitas oportunidades, mas não consegui aproveitá-las. Em certos momentos, joguei demasiado passiva. Isto vai servir para me preparar melhor para a próxima vez.”
Questionada sobre a impressionante estatística de 17 break points concedidos, dos quais só converteu três, Gauff explicou o que faltou: “Não faltou nada ao meu jogo. O problema foi mais nervosismo. Criar tantas oportunidades mostra que o meu jogo estava no sítio, mas faltou-me ser mais agressiva nesses momentos cruciais. Fui demasiado passiva e também tive alguma má sorte no primeiro set com alguns let cords.”
A jovem estrela reconheceu que o fator mental teve um peso decisivo: “Para mim, neste momento, é como se fosse ganhar o título ou nada. Foi frustrante porque no ano passado cheguei à final exausta, mas desta vez senti que estava a jogar bem. Só que sempre que tinha uma chance, não conseguia manter a qualidade. É um bloqueio mental que preciso ultrapassar.”
Apesar da agressividade de Svitolina, Gauff não ficou surpreendida: “Já tinha jogado contra ela em Dubai e no Open da Austrália. Sabia o que esperar. O problema fui eu, que tenho de perceber como jogar melhor contra ela.”
Com o Roland Garros a apenas uma semana, a americana mostrou-se focada no futuro: “Há muito para tirar de positivo deste torneio e muito para aprender. Senti todas as emoções possíveis, estar a ganhar, perder a vantagem, estar no limite, e acredito que toda esta experiência me prepara para Paris. Espero conseguir tirar lições de cada momento e melhorar.”
Sobre a questão do bloqueio mental nos momentos decisivos, Gauff revelou uma análise profunda: “No primeiro set, ela não estava tão agressiva e eu joguei passiva, o que até estava a resultar. Mas quando as adversárias começam a arriscar quando estão a perder, tenho de me adaptar. Não posso baixar a intensidade quando tenho a vantagem ou nos pontos de break.”
Para preparar Roland Garros, Coco traçou um objetivo claro: “Não é tanto ser mais ofensiva, porque já tenho as oportunidades, mas sim capitalizar melhor essas bolas curtas. Preciso de um plano mais eficaz para fazer algo com elas, porque hoje tive muitas e não fiz nada de produtivo.”
Esta derrota amarga no Open de Itália é, para Coco Gauff, um ponto de viragem: cheia de talento e determinação, a jovem tenista mostra que está longe de se render e pronta para desafiar o topo do ténis mundial na sua defesa do título em Roland Garros.
Fique atento às próximas batalhas desta estrela em ascensão, que promete voltar ainda mais forte e determinada a conquistar os títulos que ambiciona.
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