Roddick dá conselhos a Shelton após derrota no Open da França

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Andy Roddick lança um aviso contundente a Ben Shelton: para atingir o top-3 mundial, o jovem norte-americano tem de mudar urgentemente a sua abordagem em court. Após a surpreendente eliminação precoce no Open de França, o ex-número um do mundo não hesitou em apontar as falhas que travam o avanço da jovem promessa do ténis.

Ben Shelton, que até aqui tinha mostrado uma progressão notável – com cinco quartos de final em torneios do Grand Slam –, caiu de forma clara diante do belga Raphael Collignon, perdendo em três sets diretos (6-4, 7-5, 6-4) e falhando por completo a criação de oportunidades de break. O americano de 23 anos venceu 18 pontos a menos, com um registo alarmante nos pontos conseguidos ao serviço do adversário: apenas 19%, contra 33% de Collignon. Além disso, os erros não forçados duplicaram face ao seu opositor, evidenciando fragilidades para além do seu potente serviço.

Para Roddick, o problema não reside na capacidade física de Shelton – “Ben é um cavalo, está construído para aguentar o desgaste” – mas sim na falta de variação tática e resistência nas trocas longas de bola. O antigo campeão defende que Shelton deve começar a estender os pontos e testar o adversário, algo que não fez em Paris. “Nunca se deve abrir um jogo a dar ritmo ao adversário. Foi um erro que eu cometi várias vezes. Se não está a resultar e temos quatro sets para corrigir, vamos tentar desgastar o adversário, porque Ben tem a resistência para isso,” explicou na última edição do podcast Served.

Roddick sublinha que Shelton cedeu demasiado às jogadas previsíveis do belga, que o queimava no seu forehand, puxando-o para o lado contrário, e o jovem americano respondia forçando bolas para dentro da linha, tentando quebrar o padrão mas sem sucesso. “Se o padrão do adversário não te incomoda e não te desgasta, ele ganha confiança e isso muda completamente a dinâmica do encontro.”

Atualmente, Shelton ocupa o quinto lugar no ranking ATP, a apenas 220 pontos do quarto classificado, Felix Auger-Aliassime. Contudo, a ameaça de perder posições é real, já que Alex de Minaur e Novak Djokovic podem ultrapassá-lo caso avancem para a segunda semana do Open de França. A distância para Alexander Zverev em terceiro é considerável, rondando os 1.500 pontos, o que reforça a necessidade de evolução constante para o jovem americano.

Com esta derrota amarga, Ben Shelton enfrenta agora a encruzilhada da sua carreira: manter-se numa zona de conforto ou implementar as mudanças cruciais apontadas por Roddick para se firmar entre os melhores do mundo. O futuro do ténis americano pode depender dessa decisão.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.


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