Nelly Korda recuperou-se em grande estilo na segunda ronda do U.S. Women’s Open 2026 e mostrou que veio para lutar pelo título no prestigiado torneio disputado no Riviera Country Club, em Pacific Palisades, Califórnia. Depois de um início atribulado na quinta-feira, a número um mundial deslumbrou ao assinar um impressionante 67, quatro abaixo do par, o melhor resultado do dia. Com cinco birdies e sem grandes erros, Korda ascendeu ao nono lugar, a apenas dois golpes da liderança, colocando-se firmemente na corrida pela vitória.
A norte-americana reconheceu que a mudança surgiu após uma sessão de treino rigorosa no campo de driving após a primeira ronda. “Ainda mandei algumas bolas para a direita hoje, mas foi muito, muito melhor”, admitiu Korda. “Consegui acertar em alguns bons golpes.”
No topo da tabela classificativa, o duelo acirrado mantém-se com a chinesa Ruoning Yin e a norte-americana Alison Lee empatadas na liderança a quatro abaixo do par. Yin destacou-se ao completar a ronda sem cometer bogeys, enquanto Lee sofreu apenas um deslize no nono buraco. Yin mostrou confiança: “É um major, é difícil. Todos sabem disso. Só preciso manter-me paciente porque sei que o meu jogo está no sítio certo.”
Alison Lee, atualmente 145.ª do mundo, procura a sua primeira vitória no circuito LPGA, um objetivo que tem perseguido com determinação apesar das dificuldades pessoais. “Quando me tornei mãe, pensei que não voltaria a jogar. Seria demasiado difícil. Ainda não ganhei no LPGA, e esse tem sido o meu maior objetivo desde que passei profissional. Tive muito sucesso no golfe júnior e universitário, e já estive perto no Tour, mas ainda não consegui conquistar essa vitória.”
Jennifer Kupcho, que liderou após a primeira ronda, caiu para um empate no terceiro lugar, juntamente com outras cinco jogadoras, enquanto a campeã do U.S. Women’s Open 2025, Maja Stark, terminou o dia em 24.º, com uma ronda de 71 que inclui um eagle no 17.º buraco.
Entre as amadoras, destacam-se Kiara Romero, de 20 anos, na sua terceira participação consecutiva no torneio, e a jovem promessa de 16 anos Aphrodite Deng, ambas a um acima do par.
Michelle Wie West, lenda do LPGA que voltou à competição para este Open, não conseguiu ultrapassar o corte. “Pebble parecia a despedida, mas esta não é a semana para terminar a carreira. Foi divertido voltar a praticar e a competir sob pressão. Fiz bons birdies hoje e senti de novo aquela adrenalina que só o golfe competitivo proporciona,” afirmou.
Wie West prepara-se agora para integrar a WTGL, uma nova liga feminina de golfe por equipas, criada pela LPGA e TMRW Sports, com estreia prevista para o inverno de 2026 no SoFi Center, em Palm Beach Gardens, Florida. Esta competição promete revolucionar o formato tradicional, apresentando confrontos rápidos e emocionantes entre estrelas do LPGA Tour.
Lydia Ko viu a sua tentativa de completar o grand slam da carreira adiantar-se, ao falhar o corte por um golpe, depois de uma ronda de 73 golpes. Também Madelene Sagstrom, grávida de sete meses, não conseguiu avançar, mas continua a impressionar pela determinação. Sagstrom afirmou que continuará a jogar enquanto se sentir bem, até o circuito se deslocar para fora dos Estados Unidos em julho. Alison Lee destacou a coragem da sueca: “É incrivelmente impressionante. Muitas pessoas não percebem o que ela está a passar. Jogar assim estando grávida de sete meses é algo que eu não conseguiria.”
O U.S. Women’s Open 2026 está a revelar-se uma edição vibrante, com surpresas, drama e uma luta intensa pela glória num dos maiores palcos do golfe mundial. A expectativa cresce para a terceira ronda, onde cada tacada pode fazer a diferença entre a glória e a queda.
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