Mensik elogia Zverev: ‘é como jogar contra um muro’

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A epopeia de Jakub Mensik no Roland Garros terminou de forma amarga nas meias-finais, travada pelo implacável Alexander Zverev, que mostrou toda a sua frieza para garantir o lugar na final onde vai defrontar Flavio Cobolli. O jovem tenista checo surpreendeu tudo e todos ao alcançar um patamar histórico, contrariando as expectativas que o colocavam longe dos candidatos ao título. Em conferência de imprensa, Mensik não escondeu a frustração pela derrota, mas mostrou-se orgulhoso e determinado a tirar lições valiosas desta jornada inesquecível.

“Mesmo hoje, tivesse ganho ou perdido, diria que foi um torneio excecional, uma experiência única”, confessou Jakub Mensik, visivelmente emocionado. “Neste momento, claro que estou triste pela derrota, mas espero que daqui a algumas horas ou dias consiga olhar para este jogo, e para o torneio como um todo, de forma positiva. O encontro teve muitos altos e baixos, como sempre, e jogar contra o Sascha é como bater contra um muro. Ele é um adversário extremamente duro, não te oferece qualquer ponto e é muito difícil encontrar o ritmo quando ele joga tão recuado. Para mim, foi um enorme desafio entrar no meu ritmo e estabelecer a minha zona de conforto. Tinha um plano de jogo, mas em certos momentos foi complicado escolher os golpes certos. Houve momentos bons e outros menos bons, mas é assim que o ténis funciona.”

Mensik destacou especialmente a arma letal do alemão: “O serviço do Sascha é formidável. No primeiro set, e durante os dois sets em que tentava encontrar o meu ritmo e posição em campo, isso fez toda a diferença, porque ele praticamente não me deu qualquer oportunidade. Infelizmente, houve ocasiões para ambos os lados, mas ele aproveitou melhor e controlou o jogo. É por isso que é o número três do mundo: um jogador que não te deixa manter a dinâmica a teu favor por muito tempo. Mesmo tendo alguns bons jogos e oportunidades, com o seu serviço potente e jogo sólido de fundo, foi muito difícil atacar e inverter a tendência.”

Apesar da derrota, Jakub Mensik fez questão de sublinhar os aspectos positivos que retira destas duas semanas inesquecíveis no Grand Slam parisiense. “Estou muito feliz por ter chegado às meias-finais e por ter batido grandes jogadores. Houve momentos difíceis em que parecia que tudo tinha acabado para mim, mas consegui levantar-me, continuar a lutar e encontrar formas de vencer. Quando estava em boa forma e confiante, mostrei o melhor ténis que sei. Foram duas semanas cheias de histórias; manter este nível e ritmo durante tanto tempo é muito difícil, especialmente num Major, a jogar contra os melhores. Para mim, que era a primeira vez, muitas coisas aconteceram pela primeira vez. Estou satisfeito por ter gerido a situação razoavelmente bem e considero esta experiência fantástica.”

Jakub Mensik sai do Roland Garros com a cabeça erguida, pronto para crescer e transformar as lições deste torneio em combustível para a sua carreira. Já Alexander Zverev prepara-se para a final, onde vai medir forças com Flavio Cobolli, num duelo que promete explosão e emoção até ao último ponto. A história do Roland Garros 2024 está longe de terminar.

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