Mirra Andreeva está a um passo de entrar para a história do ténis feminino ao tornar-se uma das vencedoras mais jovens do torneio de Roland Garros. Com apenas 19 anos e um mês, a prodigiosa tenista russa enfrenta Maja Chwalinska na final do Open de França 2026, ambas estreantes numa final de Grand Slam, numa batalha que promete marcar uma nova era no ténis mundial.
A lista das mais jovens campeãs em singulares femininos no Open de França é dominada por talentos que explodiram cedo e deixaram uma marca indelével no desporto. Entre elas, destaca-se Monica Seles, que aos 16 anos e seis meses se tornou a mais jovem vencedora da prova, ao derrotar Steffi Graf na final de 1990. Seles, nascida na antiga Jugoslávia, conquistou três títulos consecutivos em Paris antes dos 20 anos e somou nove títulos de Grand Slam na carreira, interrompida tragicamente por um ataque em 1993 que condicionou o seu percurso.
Outro nome de relevo é Arantxa Sánchez Vicario, que com 17 anos e cinco meses surpreendeu a favorita Steffi Graf em 1989, conquistando o seu primeiro título em Paris e tornando-se na campeã mais jovem da altura. A espanhola viria a somar três títulos em Roland Garros e um US Open, consolidando-se como uma das grandes do ténis.
Steffi Graf, a lenda alemã, venceu o seu primeiro título em Roland Garros aos 17 anos e 11 meses, numa final épica contra Martina Navratilova. A sua carreira brilhante inclui o chamado “Career Golden Slam”, ao conquistar todos os Grand Slams e a medalha de ouro olímpica.
Hana Mandlikova, Iga Swiatek, Chris Evert e Iva Majoli completam a lista das sete mais jovens vencedoras, cada uma com histórias de superação e domínio em Paris, desde a tenacidade da americana Evert, rainha da terra batida, aos triunfos inesperados de Swiatek, que em 2020, com apenas 19 anos e quatro meses, surpreendeu ao vencer sem perder um set.
Andreeva, que já provou ser uma força a ter em conta ao alcançar a final do seu primeiro Grand Slam, poderá em breve juntar-se a este seleto grupo de campeãs precoces. A sua ascensão meteórica é seguida com atenção por especialistas e adeptos, ansiosos por ver se a jovem russa irá destronar uma destas figuras lendárias e inscrever o seu nome na galeria dos grandes talentos do ténis mundial.
A final de Roland Garros 2026 promete ser histórica, não só pelo confronto entre duas estreantes numa final de Grand Slam, mas pela possibilidade de Andreeva desafiar o recorde das mais jovens vencedoras e mudar para sempre o panorama do ténis feminino.
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